quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

resCALDO



Existem noites assim. Noites que começam com uma fogueira que irá altear com a adição de querosene. Poderia culpar os Teus Saltos Altos. Poderia culpar a Tua roupa. Poderia culpar o Teu olhar. Mas é a Tua fogosidade natural que sempre me ilumina e aquece, mesmo nos dias mais lúgubres. As manhãs ainda me revestem com as Tuas brasas. Sorrio quando sinto o meu membro a chispar com réplicas da noite passada, enquanto preparo o Pequeno-Almoço. Mas ainda não acabei. A forma como espreguiçaste quando Te despertei, deu para vislumbrar como ainda existe uma labareda por apagar. Vamos para o banho. No final irei enxugar-Te, mas prometo que voltarás para a cama molhada. Sim. Deixo-te voltar para os lençóis, para aquele local entre o Sonho e a Realidade. Deitar-me-ei ao Teu lado e deixar-Te-ei decidir se realmente desejas descansar.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Frio?

Uma Questão de Tesão



Quanto tempo até os nossos convidados se aperceberem que estamos a demorar? Gostas quando levanto a Tua saia, não gostas? Achas que eles se aperceberam? Consegues ficar em silêncio enquanto Te detono em mil pedaços? Devo nortear o Teu clímax? Ou devo deixar-Te a escorrer ansiosa pelo resto da festa? Será que posso voltar para a sala com esta erecção despercebida? Quão desesperadamente necessitas que Te foda até ao tutano? Detestas que eu saiba quando parar, naquele preciso momento que antecede o Teu pináculo orgástico? Tens noção de como amo observar-Te balançando nesse instante? Quantas pessoas naquela sala imaginam que estarias no meu colo neste momento, violentamente devassada contra a parede? Queres que alguém nos observe? Posso beber desse riacho místico, bem antes de regressarmos para as bebidas do festim?
Tantas questões...

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Cartografia de um Desejo



Revelo-me para Ti. Exponho-me… firme e hirto. Aceno-Te silenciosamente. Estremeço na ânsia da Tua rendição. Na ânsia pela tomada de posse do que Te pertence. Do toque das Tuas mãos suaves na silhueta cálida do Teu efeito em mim. Vês como me fazes cintilar? O Teu fitar vigilante veste o meu membro rígido. Com olhos que escorrem uma mistura explosiva de inocência e luxúria, a Tua contemplação fulmina-me até aos alicerces da minha Alma, serpenteando de forma lúbrica pelo meu caminho sensível. Um caminho que apenas Tu conheces. Um caminho que apenas Tu tens permissão para trilhar.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Palavras...



Desbragadas e sussurradas ao Teu ouvido
Até que o desejo escorra de Ti
Até que me providencies algo
Com que Pintar.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Sexo de Perdição



Urgências… como me sabe bem desmontar a Tua essência e despir a Tua decência.
Até durante um concerto… quando escapamos por instantes para um ângulo isolado do átrio. Como então pintaste essas coxas enquanto Te fodia até à vertigem do Teu clímax e… como então parei. Como sentias o fantasma do meu caralho enquanto caminhávamos de volta para a plateia. Como esse espectro Te deixaria irrequieta pelo resto da noite… latejante e expectante pela minha mão esgueirada discretamente no meio da multidão, para Te aliviar a te(n)são…

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Anatomia de uma Excitação



Ele falava com Ela enquanto preparava as bebidas. A tensão instalava-se paulatinamente. Ele acrescentava pausas e inflexões para propagar o desejo que a invadia. Assim como na Arte Cinematográfica é a ocultação da bomba que se encontra na sala que adensa o sobressalto… Assim como na Arte Musical é tão importante onde não posicionar notas na pauta como onde as dispor... De forma idêntica, Ele sabia perfeitamente qual o desfecho para a protelação da impetuosidade… qual o desenlace para o desassossego que se instalou nas negações estratégicas que Ela recebia dEle. Não é apenas o Corpo Masculino que possui uma leitura clara. O bom Leitor sabe perfeitamente como o Corpo Feminino acaba sempre por trair a sua altivez bamboleada. A voz dEla titubeava. Ele sorria… e bastava um sorriso seu para que Ela sentisse a sua máscara de frustração desmoronar, pois apercebia-se claramente como se encontrava em areias movediças… e quanto mais se movimentasse na armadilha que Ele havia criado, mais se afundava. Todavia, Ela queria justamente isso… Soçobrar nEle. As pernas dEla resvalavam uma na outra, usando a sua pele onde desejava as mãos dEle. Mamilos empolavam sob o vestido decotado. As pupilas dilatavam. Um rubor ténue assomava na pele delicada do seu rosto. A sua carótida denunciava um pulsar acelerado. A sua postura era vigilante. O seu pé arqueava na tradução de uma busca por libertação que apenas intercederia por Ela com o toque dEle. Com o auxílio do seu dedo, Ele mexeu lentamente o gelo nas bebidas… Ela retesou, assimilando o movimento circular que Ele usava e aplicou-o mentalmente onde o desejava mais. Ele pegou finalmente nas bebidas e a única questão que pairava na sua mente era onde colocar primeiro o dedo gelado...

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Poderosa



O Teu único equívoco seria julgares que lutavas contra mim.
Quando na realidade, lutavas contra Ti!
Mas Tu pensas, sentes e vives como uma Verdadeira Mulher. Não és como essas púdicas exíguas que apenas enxergam degredo em atitudes que na realidade injectam um Poder avassalador no Espírito Feminino. Relembro quando Te coloquei uma venda pela primeira vez para evitar distracções ou vislumbres de escape. Relembro quando Te emudeci, para evitar justificações da forma como Te enclausuravas em negações e convenções… esses tecidos que podiam vestir-Te, mas nunca se ajustavam a Ti. Percebeste rapidamente que deverias pensar naquilo como um exorcismo… escorraçando os demónios que a sociedade Te havia incutido… expelindo-os estocada após estocada, hora após hora, orgasmo após orgasmo. Libertando o Teu cerne do seu jugo.

Quando terminamos de os esconjurar, tremias… suavas… tremeluzias… finalmente livre de vergonha ou culpa. Finalmente na posse de Ti… Própria!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Suspense



Assim que as luzes do Cinema a trespassaram, ficou transparente que ela não tinha soutien. Tomada de assalto pelo impulso erótico ou pela premência exibicionista, moveu o seu braço por cima do meu ombro, proporcionando-me um bom ângulo para espreitar a turgidez que despontava daquela curva imaculada. O meu coração espancava-me o peito enquanto movia subtilmente a mão para lhe tocar. Acariciei-a docemente, observando atentamente a sua reacção. À medida que os meus dedos torneavam o seu mamilo erecto, ela ajustava os seus movimentos ténues de forma a garantir o meu acesso total e desobstruído. A minha mente rodopiava vertiginosamente assim como os meus dedos… até que enlevado pelo arrojo, comecei a espremer e beliscar a sua tesão, sendo recompensado pela musicalidade do gemido que escapou pela sua boca. O tormento continuava a oprimir-nos e depois de comprimir em demasia as suas coxas agitadas, cedeu finalmente à tentação e entreabriu as pernas… elevando um pouco a saia durante esse movimento.
Existia apenas uma forma para averiguar se ela trazia cuequinhas…

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Decora-me sem Decoro



Delicio-me com a Tua visão... Atada no cadeirão. Agitas-Te em vão, mas não ostentas temor. Revelas ardor. O rubor ascende rapidamente do Teu pescoço ao Teu rosto. Desabotoo o derradeiro botão da minha camisa. Maravilho-me com a centelha dos Teus olhos embevecidos e sinto-me avolumar. Sem quebrar um único elo da intensidade do nosso olhar, desaperto lentamente o cinto. «Sentes-Te desconfortável?», gracejo ironicamente com o Teu desassossego. Baixo impetuosamente os boxers e solto a rigidez da minha masculinidade. Aproximo-me de Ti e solto um gemido foragido enquanto me masturbo lentamente bem próximo da Tua face delicada. «Quero que estudes cada centímetro meu… desejo que decores cada veia latejante do meu pau», sussurro deleitando-me com o poder afrodisíaco que o meu tesão desnudado despoleta no Teu âmago, longe do alcance do Teu toque. Liberto-Te então das amarras, mediante a promessa de não me tocares e Te servires dessas mãos exclusivamente para Te pavoneares sob o meu olhar acirrado. Na ponta do meu falo, surge a primeira gotícula translúcida. «Abre a boca!», demando com firmeza. Todavia, (cor)respondes-me antecipadamente à ordem… determinada a gravar o meu primeiro sabor na ponta da Tua língua.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

(in)Vestida



A manhã desabrocha paulatinamente. Há uma falsa placidez vogando pelo quarto. As palavras vestidas pelos sussurros ocupam o lugar dos dedos. Registo como a mente atiça o fogo do Teu corpo. Escolho meticulosamente os vocábulos. Deixo-os a pairar no ar até atingirem o pináculo do tormento. Vogais e consoantes adejam em Teu redor. Penetram-Te! Vejo-Te arquear… e as minhas mãos desejam deambular por Ti…
Ainda não.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Sexo de Perdição



Irei encontrar a Tua frequência
Com a minha linguagem ou com os meus dedos.




Isto não é uma promessa… é um aviso!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Nós



Um texto.
Cinco frases.
157 caracteres.
Trinta palavras cirurgicamente escolhidas.
Um ponto de interrogação.
Uma resposta.
Vinte minutos.
Sensivelmente o tempo que me leva a chegar ao destino.
Tempo que a irá enovelar numa premência desnudada.
Novelos, cujos nós irei denodar… lentamente.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

libertAR(TE)... amAR(TE)!



A Tua relação com o Ar sempre me fascinou.
O primeiro indício despontou na forma como os Teus mamilos intumesciam sempre que a minha mão traçava uma tangente ao Teu delicado pescoço. O tumulto era bem palpável. Criei uma nota mental. Semanas depois, ao deslizar a mão pelo Teu abdómen reparei como sustinhas a respiração. Outra nota mental. Um debate aflorou… metade de mim incitava-me a asfixiar-Te, pois afiançava que replicarias de forma maravilhosa… e maravilhada! Mas a minha outra metade, bem mais ponderada, desconfiava que isto seria demasiado insólito para Ti. Talvez precisasses de tempo, em virtude dos desejos que talvez se encontrassem recalcados em Ti ao longo do tempo.
Dias depois, tinha-Te de joelhos. Engasgada com o meu tesão bem comprimido na Tua garganta. A escolha havia sido Tua… a forma como me detinhas bem cativo… a obstruir qualquer admissão de Ar para os Teus pulmões. Os arrepios eram bem perceptíveis na Tua pele. O meu instinto berrou: TOMA-A! Contudo, deslizei as unhas pela Tua pele acirrada. Elevei a textura dos arrepios. Desobstruí lentamente a Tua garganta. Brinquei com os teus limites. Isto é confiança!
Semanas depois, tenho nas mãos um acessório quotidiano Teu. Écharpe. Tudo começou num ritmo de falsa inocência. Tecido vogando pela pele. Mamilos túrgidos. Suspiros. Pele de galinha. Não tens controlo sobre isto, nem sobre o gemido subtil que Te escapou quando enleei o tecido no Teu pescoço. Não desejas controlo sobre isto. Não estamos nus. Não estamos a foder. Isto é algo bem mais profundo. Observo-Te a desabrochar, em contraponto com o aperto que te imprimo paulatinamente. No primeiro aperto, sentirás Medo. Mas não te deixarei abandonada aqui.
Liberto-Te.
Perguntas a razão pela qual não investi mais cedo nesta prática. E eu volto a apertar. Este aperto representará Julgamento. Será necessário deter-me mais tempo nesta austeridade. Revelo-Te que ainda não estavas preparada para isto. Assisto à forma como Te agitas e contorces, enquanto o tecido engasga o Teu julgamento.
Liberto-Te.
Abres as mãos trémulas. Dizes que ainda aguentavas mais. Este terceiro aperto representará Desafio. O meu movimento rígido contrasta com a forma como emurcheces. Eu sei que aguentavas, mas a Tua mente não resistiria. Aumento a pressão. Sentes a pulsação ribombante no tecido. Digo que Te poderia ter tomado, mas que o saque nunca seria verdadeiramente meu. Teria de ser ofertado.
Liberto-Te.
Até que tudo começa a jorrar de Ti.... em vagas múltiplas... Tudo o que desejas.
Sem Medo.
Sem Julgamento.
Sem Desafio.
Apenas a Verdade!
Vou apertando entre as ondas. Escuto o Teu corpo. Bebo a Tua Alma.
Sussurro-Te que isto é apenas o Começo.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

O Rubor Delator



A nossa energia invisível concentrava-se numa mesa discreta. Sabes que não sou propriamente misantropo, mas devo admitir que a música suave e as tertúlias dos outros providenciavam um pano de fundo que não passava de pura estática… facilmente descartada. Sentia-me consumido por uma inabalável atenção por Ti. Detinha-me nas curvas delicadas da Tua clavícula… invejoso pela forma como o tecido do vestido beijava os Teus ombros. O Teu cabelo esplendoroso, estrategicamente disposto, revelava o teu pescoço delicado… até que um punhado rebelde tombou e serviu de moldura perfeita para a Beleza do Teu rosto. Os meus olhos sondaram os Teus. A forma como ripostavas com o Teu Olhar incitava-me… acirrava-me! Incapaz de controlar a voragem do momento, inclinei-me sobre a mesa, para sussurrar a minha ânsia carnal ao Teu ouvido. Ânsia que contrastava com o ambiente refinado que gravitava à nossa ilharga. «Quero levar-Te para um canto isolado, prender as Tuas mãos com o meu cinto, vendar os Teus olhos com a minha gravata e torturar-Te. Sobressaltar essa cona e chicotear esse clítoris até suplicares bem alto que Te foda com este caralho severamente latejante…». As palavras jorraram com imensa vulgaridade, mas quem disse que não existe Poesia na vulgaridade? A forma como ruborizaste, como estremeceste na cadeira e comprimiste as coxas denunciou claramente o alvoroço que Te tomou de assalto.