quarta-feira, 20 de março de 2013

A Fricção da Ficção



O restaurante. Os olhares. As palavras. As mãos desregradas sob a mesa. O tecido que desliza para cima, para baixo, para a esquerda e para a direita. O ponto, suave e rugoso, que gera electricidade e rubor.
A súbita ausência de apetite. A urgência na solicitação da conta.
A viagem de regresso a casa. As mãos, as palavras e o tecido incendiando os lampiões da estrada. O apagão entre a porta e a cama. A remoção das peças de roupa, não para efeito, mas como necessidade. As horas que passam como minutos.
A luz matinal que trespassa a cuequinha, estrategicamente deslizada para o lado. O cheiro a sexo impregnado no quarto. As fricções dos corpos espreguiçados que reacendem novamente a fogueira da luxúria.

6 comentários:

  1. Quem resiste a um jantar assim?...
    Bom dia Eros, *beijos*

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    1. Bom dia Lírio.
      E bom resto de dia!

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  2. A urgência da Gula que nos tolda o julgamento...

    Beijo ;)

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  3. A urgência do sentir.
    beijo

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