sábado, 18 de maio de 2013

Sexo de Perdição



«Minha Beldade…»
 
Argumentava com um hálito bem quente e frutado de malícia entre as suas coxas. Ela contorcia-se, mas a gravata atada nos seus punhos confinava-a. Ele servia-se das mãos como autênticas garras, espremendo as suas nádegas até sentir na ponta dos seus dedos a alteração de cor almejada. Ela começava a entrar naquele doce pânico, ponderando quanto mais tempo iria aguentar até se dissolver nele. A ponta da sua língua serpenteava, desfolhava-a e servia-se de toda a sua extensão para cambiar rijeza com moleza na pintura que usava os seus filamentos de excitação para matizar um Desejo. Estremecendo, Ela derrubou a cabeça no colchão, em renúncia ao Desejo.
 
«… a filosofia Budista centra-se no conceito que defende o Desejo como a raiz de todo o Sofrimento.»
 
A suas palavras soavam distantes. A coluna dEla retesou ao sentir o couro do punho da chibata a deslizar pela sua espinha abaixo. Elevou rapidamente a cabeça do colchão, mas era tarde demais… célere, adejou uma chicotada na sua nádega direita. A dor espiralou até à ponta dos seus dentes.  Mas Ela destilava… oh, se destilava! O interior das suas coxas vertia lágrimas.
 
«Por favor…»
 
O seu carpido desarmou uma renovada chibatada… desta feita na nádega esquerda. A dor equivaleu à da primeira. Lancinante. Mas é uma dor por Desejo, algo que as púdicas desconhecem, ocultas na sua zona de conforto. Um descontrolo sobre o seu próprio orgasmo. Uma ânsia por uma libertação cujo momento do desenlace se desconhece.
 
«Estás a sofrer?»
 
Ela abanou a cabeça, ciciando um «Sim…». A resposta revelou-se ajustada, livrando-a de uma saraivada de palmadas sobre o seu rabo aguilhoado. Os fios da chibata deslizaram então sobre o seu clítoris...
 
«Desejas-me? É essa a razão do Teu sofrimento?»
 
Uma renovada resposta afirmativa… exaurida… fez com que fincasse o seu peito contra as suas costas… deslizando erecto entre os seus lábios vaginais. Ele, descreveu um vaivém por breves instantes e Ela voltou a implorar pela penetração.
 
«Para eliminar o Sofrimento…»
 
Pregava ele, soprando na sua nuca enquanto trespassava ligeiramente a sua humidade…
 
«… terás de Te livrar do Desejo!»
 
Ele percorreu meio caminho dentro dEla, agasalhou as suas mãos, mordiscou a sua orelha… e recuou quando sentiu que Ela se aprontava para se arremessar contra ele, na vã tentativa para consumir toda a sua intumescência.
 
«Todavia, ainda não chegou o Teu momento de misericórdia...».

16 comentários:

  1. tortura pura... pura tortura...

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    1. Tortura que dePURA...

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    2. hummm... (isso já não sei :p)

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    3. Há que descobrir, então. Digo eu...
      ;)

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  2. Alvíssaras por tão bons desejos, homem!!

    Beijos, moçoilo :)

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    1. Bom fim-de-semana, moçoila! :)

      Beijos

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  3. O que esse desejo faz connosco... É incontrolável :)

    Um beijinho*, Eros :)

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    1. E é tão bom surfar nas ondas desse Desejo...

      Beijinho :)

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  4. Fazer sofrer assim...
    torturar dessa maneira...
    é maldade Eros :)

    Um beijo

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    1. Há Males que vêm por Bem :)

      Beijo

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  5. Tortura que domina, excitante

    Beijos
    Casalquente

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  6. Que bela tortura..deixa-me assim anestesiada...
    Tortura que nos leva ao delirio numa qualquer fantasia tornada realidade!

    Um Beijo

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    1. É uma tortura que esbate a linha entre Realidade e Fantasia.
      Quando bem concebida, claro está.

      Beijo

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