quinta-feira, 27 de junho de 2013

De(Voto)


«És a minha Puta…»

Ele urrava a palavra com uma fome equiparável à de quem se aprestava para a última ceia. Ela exultava com a sentença, pois dominava sapientemente a diferença entre escutar «És a minha Puta…» e «És uma puta…». Retinha a singularidade do epíteto… degustava a exclusividade da confissão… e incorporava-a no afeto que trocavam de forma palpável…
Acirrada, sugava as suas bolas com avidez, utilizando a língua como fustigação complementar… medindo o peso granítico da ereção dele com a sua mão. Aquele peso assanhava a sua libido, deixava-a literalmente desbocada, logo permitiu-se a repousá-lo um pouco na base da sua língua, contendo por momentos os doces desaforos linguísticos. Servia-se do falo para chicotear os seus lábios e rosto, vezes sem conta, espalhando gotículas de excitação ao longo da boca e da pele, como respingos de tinta sobre uma tela.

Ele, com o vigor da palma da sua mão, colocou-A de quatro, como se driblasse uma bola de basquetebol. Ajoelhado na sua retaguarda, espraiou as suas pernas. Ela já destilava por ele. Ansiosa, ensandecida, sem conseguir deter os gemidos, sem lograr conter as súplicas. Tudo o que Ela desejava era aquele mastro bem enterrado no seu charco… clamando-A como sua propriedade. Estremecia debaixo do seu toque. Elanguescente, expirava sob aquela força que a esquartejava pedaço a pedaço. Respirar era quase um privilégio. Subitamente, sentiu os seus lábios serem varridos pela sua glande. Seguiram-se dois dedos que a percorreram desde o capuz clitorial até ao seu ânus, retornando lentamente para perto do ponto de partida, mergulhando profundamente num balanço cadenciado. Quando os dois dedos se enrolaram no seu ponto G, os seus joelhos quase abandonaram a incumbência de suporte. Os seus gemidos tinham virado preces e o seu chuvisco tinha virado um dilúvio.

Removendo os dedos, firmou-A pela cintura, rasgando-A na colisão da gloriosa fusão. Ele recuava então lentamente, até que a sua glande fosse a única coisa que aqueles lábios empolados conseguissem cingir. Ela tentava cerrá-lo com todas as suas forças, mas apenas sentia aquele sorriso a queimar-lhe as costas perante a frivolidade da tentativa. Ele mantinha aquele vaivém lascivo, movimentando-A como uma onda que rebenta na costa. Os seus gemidos viraram gritos e os seus dedos escavavam a carpete enquanto era clamada por ele. Ajoelhado, dava-lhe o seu Corpo e dedicava-lhe o seu Sangue. Era um ritual quase religioso. Inclinando-se, puxou-A por um cacho de cabelos, mordiscou-lhe a orelha e numa voz gutural saudou o Orgasmo que Ela regava na sua tumefação.

«Serás Sempre Tudo para mim… Amante, Puta e Deusa!»

Ela não o podia negar.
As expressões que escapuliam pelos seus lábios eram autênticas rezas batismais, que louvavam aquela fonte orgásmica que jorrava sobre o seu rabo empinado.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Prospeção de uma Fantasia



«Preferes olhar?»
«Sim… mostra-me… mostra-Te…»
 
E Ela fez justamente isso, enquanto ele se acomodava no sofá… observando-A. Dissecava cada um dos seus movimentos. Estudava minuciosamente a forma como os seus delicados dedos deslizavam sob a transparência da roupa interior… como o seu peito ondulava… como a sua mão libertava o morro confinado sob o seu soutien, expondo a rijeza dos seus mamilos à brisa fresca da varanda… como degustava os seus dedos… como se contorcia e usava a mão como dique para o seu vale, de forma a conter a enxurrada interior…
 
«Em que fantasias?»
«Contigo… fodendo-me… golpeando-me as entranhas com todo o teu fervor… profundo… pujante… esfaimado…»
 
A sua confissão era escoltada por um dedilhar buliçoso, por um vaivém chapinhado que desnorteava deliciosamente a sua compostura. A tensão pairava pelo ar, onde um único som deglutia os restantes: carne contra carne. Abriu a boca para expelir algo, mas as palavras faleceram nos seus lábios. As suas expressões assentaram noutras vagas: dedos dos pés retesados… fios de cabelo chicoteando o rosto… pupilas dilatadas num olhar revirado… rubor disseminado pela sua pele… coxas comprimidas… gemidos convulsionados…
Antes do mar revolto do seu orgasmo poder amainar, as roupas dele já se encontravam no chão. Apoderou-se das pernas dEla… elevou-as… separou-as… e afundou toda a sua ereção naquEla humidade quente e latejante…
 
«A Tua fantasia apresta-se a ser a Nossa Realidade…»

segunda-feira, 24 de junho de 2013

exCITAÇÕES


(…)

I will wade out
Till my thighs are steeped
In burning flowers
I will take the sun in my mouth
And leap into the ripe air
Alive with closed eyes
To dash against darkness

In the sleeping curves of my body
Shall enter fingers
Of smooth mastery
With chasteness of sea-girls
Will I complete the mystery
Of my flesh
Will I complete the mystery
Of my flesh
My flesh


(…)


sexta-feira, 21 de junho de 2013

Nexo


Como um tubarão perante o odor a sangue. Como um gato perante pingos de leite derramado. Como uma traça perante a luz. Como um deserto perante gotas de chuva. Como um insone perante o primeiro sono. Como um pesadelo perante luminosidade jorrada. Como uma tela ebúrnea perante um projetor cinematográfico.
Simbolizas Vício e Redenção.
A Tua Alma representa o meu Mundo... o Teu Coração traduz a minha Indumentária... o Teu Corpo virou o meu Alimento... o Teu Néctar sacia a minha Sede... o Teu Cheiro tornou-se o meu Oxigénio...

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Teu


Há dias em que não quero ser o Lobo...
Desejo ser o Cordeiro.
Dias em que não quero um olhar melífluo
Nem mãos gentis.
Quero a Tua obscuridade danada.
Quero nutrir os Teus desejos inenarráveis.
Sequestra-me para o Teu mundo.
Despedaça os meus muros.
Pendura-me no abismo.
Encarcera-me no Teu cerco.
Unifica os Nossos Sentidos.
Viola a minha mente com a Tua Voz.
Rasga a minha carne com as Tuas mãos
E chancela-me até ao cerne desta alma.
Preciso de Tudo o que habita em Ti.
Até da Besta que reside em Ti.
Desejo-A liberta!
Quero povoar os Teus Lugares inabitáveis
Até aqueles que imploram por uma vítima
Quebrada
Deglutida
Que irá sempre suspirar por mais...
De Ti!

terça-feira, 18 de junho de 2013

O Sonho


Sonhei
Sonhei-Te
Sonhei-Nos… Nus…

Era como pela primeira vez
Outra vez
Cru e Urgente
Apaixonante e Premente.
À medida que Te preenchia
Coruscavas Plenitude.
Ciente da Latitude e da Longitude
Decorava cada um dos Teus Pontos Cardeais.
Implorávamos pela libertação do Destino
Temendo-o igualmente em desatino
Pois significaria o fim do Nosso Hino.

Beijo-Te
E vejo-Te
Próxima do Zénite.
Gravito-Te como um satélite
Abraço-Te
Recuso-me a quebrar o contacto
Apesar de ter de o fazer
Apesar de ter de o desfazer.
«Amo-Te…»,
Sussurro-Te
Desenho-Te com os dedos…
E adormeço-Te
No regaço
Deste Eterno Abraço.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Faz... do meu rosto o Teu Trono...



O Astro Rei brilha intensamente, mas prefiro que a Tua sombra esteja encoberta pela escuridão. Prefiro que os azuis, os verdes, os amarelos e os vermelhos do céu, da relva e das flores estejam ocultos para Ti. Na realidade, prefiro que os Teus olhos se achem cerrados e Te encontres mergulhada na doçura das Trevas. Sim, Doçura! Não existem cantos de pássaros, mas desabrocham Sinfonias de Êxtase quando enterras a minha face entre as Tuas coxas.

Sugo os Teus lábios... e a minha língua, desafiando a gravidade, chove em Ti, de baixo para cima. Espremes-me em Ti… extorquindo-me o oxigénio, o som e a luz solar. Furtivamente, fundo um dedo no Teu rabo e regozijo-me com o desenho desse corpo empoleirado em mim. Voluteias pelas Melodias de Luxúria que contagiam o quarto e eu nado pelos mares da Tua exaltação. Até chegar o momento em que fazemos Amor… com os rituais de mil Primaveras aferradas por cada geração de amantes… com dedos e pele e humidade e calor… até deambular conTigo num Pomar de Orgasmos.

Sem pressas… pois teremos mais dias de Sol.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Marcha


Quando estavas sob o meu corpo, recordava-me que acima de Nós encontram-se estrelas, mas nenhuma constelação ostenta o Teu nível de refulgência. Lá em cima há uma Lua que reflete a Luz do Sol, mas cá em baixo há um Rapaz que prefere contemplar como reflete no Brilho dos Olhos de uma certa Rapariga. Lá em cima, há cometas no encalço de vários corpos celestes, mas aqui na Terra há um Rapaz atrás de uma Única Rapariga.

Olhei além do Enquadramento. Precisava de o fazer. Não para proteger o meu Coração, pois quando o entrego deixo de me preocupar com ele… até um dia, se algo correr mal… ou até Sempre, se Tudo correr Bem. Desviei o Olhar por breves instantes para sorver a Aura que matizavas no Espaço envolvente. Deitaste-me numa almofada de dedos, pele e lábios que sugavam cada um dos meus batimentos cardíacos. Sorvendo a derradeira resistência da minha Alma.

Fazes-me desejar o impossível… e quando me fazes desaparecer no Teu Beijo, nem penso na possibilidade de um desgosto amoroso. Vivo o Presente. Vivo-Te como o Presente. Dou-me ao Presente. Dou-me como Presente. Retenho a Urgência de aninharmos um no outro. Detenho-me na sensação das Tuas mãos no meu cabelo, das Tuas ancas sob o meu peso… e quando abres a Tua boca, somente cogito naufragar em Desejo. Mergulhamos em Nós. A minha barba pincela o Teu peito e os meus lábios veneram as veias do Teu pescoço. Ao beijar o Teu ombro, memorizo o som da Tua respiração ao meu ouvido. Os Teus gemidos são Puro Xarope e eu provaria a doçura do Teu remédio para Todo o Sempre.

Sugo um mamilo. Sugo o outro mamilo. Saudoso. Esfomeado. A minha língua descreve um círculo no Teu clítoris, bem antes de clamar a Tua turgidez com um tornado criado resolutamente. Ao cedermos ao Prazer, as Nossas cabeças tombam para trás e apercebemo-nos que a tortura será sempre um delicioso método de homicídio sexual. Abres-Te para mim, mas detenho-me na Entrada… pauso... como se fossemos meros vizinhos e aguardasse por um convite formal. Todavia, os nossos intentos são estrondosamente denunciados pela forma como nos acirramos mutuamente sob o Pórtico. Investes contra mim, no exato momento em que me afundo em Ti. Fundimos o Olhar… numa Marcha de Fogo, Luxúria, Gula e certamente AMOR. Somos Um! Sinto-Te a latejar à minha volta e Tu sentes-me a pulsar dentro de Ti… Completos… Inteiros…Unos!

terça-feira, 11 de junho de 2013

O



«Adoro isto! Adoro o teu sabor!»
Quando a Tua língua deu breves tréguas aos seus incomensuráveis poderes, a Tua boca articulou estas palavras, impulsionando-me numa paixão latejante. A minha excitação descreveu o número 1, mas esse não era o Dia das Mentiras.  E em boa verdade Te digo: Nasci conTigo!
Uma das provas do meu Amor, relevada com humor, prende-se com o facto de gravitar os meus dias em Teu redor, apesar da Tua pigmentação capilar não ser ruiva. És literalmente Única, com cabelos que me deixam embevecido pela forma como representam um dos Teus primeiros detalhes pelos quais me verguei em exaltação… pela forma como estilhaçaste e desconstruíste noções ludibriadas de alguns dos meus alicerces concupiscentes. Quando pronunciaste aquelas palavras mágicas, bloqueaste o Teu Olhar no meu, num dos Teus apanágios mais prezados por mim. Enfeitiçaste-me com a dilatação das Tuas pupilas. Desejo então que me fodas sempre com o Teu Olhar. Olha-me através de uma rua, de uma sala, de gentes, de um restaurante, de cidades, de quilómetros… e queima-me com a Tua necessidade por mim. Inflama-me de dentro para fora. Desejo-me sentir desnudado e violado pelos Teus olhos. Faz-me cambalear desprevenido, à medida que os Teus olhos investem promessas contra mim. Quero ficar embargado, quero perder a aptidão da fala… para aqueles que me dirigem a palavra. Quero ser apenas Teu. Quero que sejas a única privilegiada com os meus vocábulos. Quero ficar aturdido com a constatação da Tua presença fixa em mim… fodendo-me tão violentamente com os Teus pensamentos que me sinto humedecer sem o Teu toque. Quero que atravesses a distância que nos separa sem eximires o Teu olhar do meu… que me tomes o braço sem uma única palavra… e… sem justificações… ou formalidades… encaminha-me para longe daqueles que me acompanham… enquanto nos observam embasbacados… pois nada ocultamos no nosso intento.
Leva-me embora!… Leva-me deles!… leva-me daqui!
Arrebata-me para um Lugar onde serei unicamente Teu…
Para Todo o Sempre!

quinta-feira, 6 de junho de 2013

aMAR-Te



Ao fim do dia voltei à costa, para contemplar o horizonte Atlântico, mas aquela não era a Costa. Sinto um travo salgado a beijar-me os lábios… não é a maresia, não é o mar, não é o Teu Sabor, não é o Teu Suor, não é o Nosso Suor, não é o Nosso Mel… são lágrimas rebeldes que hoje teimam em acompanhar cada penada neste caderno. Procuro em vão pelo Teu rosto… pelo Sorriso que Te vestia… pelos olhos que me queimavam flamejando Felicidade… mas até o (Pôr-do) Sol que foi o confidente do nosso final de tarde se escondeu hoje. Pulsas pela minha memória… daqueles momentos onde os Nossos Corpos se dissolveram em Suor e Sémen… quando perseguia o trilho dos Teus arrepios com a língua, culminando com um sopro em Ti… quando Te estampava um «Amo-Te!» emudecido através de cada Abraço. Quero verter-me na escrita da Nossa História, mas transbordo somente palavras desconexas…

Sei que, de alguma forma, Te encontras no meu Sangue desde que nasci. Esgueiraste-Te pelos recantos vazios da minha Essência… preencheste-os… e aninhaste-Te em mim.
Amo-Te!

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Quem és Tu?


Atropelas-me pelos dias. Algures no recesso da minha mente… escuto uma voz… as vontades sublevam a textura da minha pele… os arrepios afloram… e eu sei… que Algures… pensas em mim…


… e aí… Algures… nesse território confidencial… sem obstáculos, limitações ou tabus… ambiciono que sintas Desejo vogando pelo Éter, disseminando pelas sombras desse recanto a sensação de um sopro quente, húmido e rítmico pelas costas da Tua mão… emaranhando no Teu pulso… resvalando pelo desfiladeiro carnal entre os Teus dedos… enquanto Te espraias e descerras para o vazio, como se Te projectasses para a minha presença nesse local… Algures… emanando aromas humidificados pelos quais as minhas narinas aspiram… pelos quais as minhas papilas gustativas desejam ser banhadas… numa fragrância de luxúria que almejo propagar pelos meus pulmões, expandindo o meu peito inebriado de Ti… por Ti… permitindo que penetres na minha corrente sanguínea à medida que percorres todos os corredores da minha Alma e do meu Corpo, onde farás parte de cada batimento cardíaco…

terça-feira, 4 de junho de 2013

Memórias Cálidas



Era uma noite de Verão e nadamos sob o luar.
Descobrimos mais tarde que aquelas águas haviam sido visitadas por tubarões.
Assim sendo, acredito que fomos brindados com cortesia profissional… respeito entre predadores que partilham o apetite por dentadinhas.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

O Veludo da Escuridão



Vendada. Atada. Exposta. Encurralada.
Difícil perceber se o Teu coração bate acelerado com medo ou excitação.
Abandonada aos Teus pensamentos… que deambulam desgovernados…
Finalmente, silenciosamente, sons furtivos invadem a Tua escuridão e acionam arrepios pelo Teu corpo. O estalido do trinco, a reclusão da porta, a passada segura pelo corredor. Como será possível apreender mais sons acima dessa Tua respiração, tão esfarelada em ritmos profundos que ecoam ânsias cruas e expectantes? Sentes uma presença, agitas-Te para escutar algo mais, para assimilar algo mais… para discernir a presença. Inconfundível o som de uma fivela… de couro… numa sonoridade ambiente que Te esventra paulatinamente. Subitamente, um bafo ardente beija o Teu pescoço, viras instintivamente o rosto na sua direção, mas um par de mãos corretivas devolvem-Te ao Teu lugar. Lábios pincelam-Te ligeiramente e um calor ameaçador descreve uma tangente ao Teu ouvido. Sem palavras, apenas proximidade… perto o suficiente para Te tocar, mas fora do Teu alcance. Do interior da Tua prisão sombria sentes-Te acirrada a gritar, mas apercebes-Te como seria claramente inútil… e limitas-Te a morder o lábio inferior.
Lábios descendem por Ti… tragam-Te na companhia de dedos conquistadores… libertam suspiros de vontades na tomada exploratória das Tuas cavidades latejantes. Na ferocidade das investidas desta boca e destes dedos invisíveis, apercebes-Te da Perfeição da cadência salteadora… o desfecho da foda psicológica reforçou uma manipulação orgástica… à qual sucumbirás irremediavelmente… imediatamente… violentamente! O fogo-de artifício libertar-Te-á dos grilhões da escuridão, constatarás surpresa como a manhã já chegou e um simples beijo na Tua testa fará com que Te apercebas de uma verdade insofismável: Não quero encetar um único dia desta breve existência sem a Tua presença ao meu lado.

sábado, 1 de junho de 2013

Sexo de Perdição



Entregando-se, diz:
«Toma-me, Toda, e come:
Este é o meu Corpo
Que será entregue por ti.»

Empinando o Cálice, diz:
«Toma-me, Toda, e bebe:
Este é o Cálice do meu Mel
O Mel da Nova e Eterna Aliança,
Que será derramado por ti
Para remissão das Vontades.
Faz isto em memória de mim.»


És a minha Eucaristia.












P.S.: Sim, também quero o Teu Sangue…