quarta-feira, 31 de julho de 2013

InFusão


A chuva deste fim de semana, esse auge sensorial de qualquer período estival, proporciona sempre momentos introspectivos. É curioso o impacto do elemento Água nas Relações Humanas, bem como nas devidas correlações. Senão vejamos:
Um Homem ou uma Mulher humedecem com a excitação… com a antecipação.
Enleiam apetites com línguas molhadas.
Partilham lágrimas de alegria ou tristeza.
Vestem desejos com suor.
Vertem desejos com orgasmos.
Com tiradas mais ou menos pueris proferem expressões como «Ela deixa-me com água na boca…», ou «Ele deixa-me babada…», ou «Ele deixa-me a ferver…», ou até «Ela evaporou-se da minha vida…»…
Quem nunca eternizou um Amor com um «banho de Sol»? Quem nunca definhou de um Amor com um «balde de água fria»?
Talvez a Água testemunhe fluidez.
Assim sendo, liquefaz-me no Teu Corpo e dissolve-me na Tua Alma.
Individualmente somos uma gota… juntos somos um Oceano!

terça-feira, 30 de julho de 2013

Fiona



(…)
 
My cheeks were reflecting the longest wavelength
My fan was folded up and grazing my forehead
And I kept touching my neck
To guide your eye to where I wanted you to kiss me when we find some time alone
 
(…)
 
 

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Crónica de uma Ovação Desferida


O desenho daqueles lábios
Da cor da fruta da tentação
Que atraiu Adão
E desatinaria mil sábios
Seduziu uma seta de Cupido
Aveludada
Determinada
Em Sentido.
Antevendo o seu apetite
Ela formou um alvo
Delineando um convite
Com contornos de pura luxúria
Que o colocariam a salvo
De toda e qualquer penúria.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Sexo de Perdição


Coração acelerado
Palmas das mãos suadas
Sangue esquentado
Dedos como agulhas
Injetando prazer nas Tuas veias
Língua como vinho
Inebriando esta luxúria insaciável. 

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Brindo-Te...


Expressiva, com boa intensidade, frescura sedutora e perfil aveludado que lhe conferem uma personalidade distinta. Transmite aromas e sabores envolventes, que se harmonizam de forma perfeita com um corpo bem estruturado. Na boca é viva, elegante e memoravelmente persistente.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Pare, Escute, Olhe


Ele leva o seu tempo. Ele toma o seu tempo. Acirra. Contempla as respostas. Não propriamente as réplicas triviais e previsíveis de uma respiração ofegante, por exemplo. Recreia-se nos vários estágios da dilatação da sua pupila… na interpretação dos trejeitos permutáveis da sua boca… nos milímetros quase imperceptíveis que o corpo dEla percorre para roçar um pouco mais no seu… nas descargas elétricas que perfazem quilómetros sob a pele delicada dEla…

Ele não tem pressa. Todavia, apesar da inexistência de horários a cumprir, encontra-se precipitado numa velocidade estonteante que não lhe garante um único apeadeiro como refúgio. Alucinada, Ela desespera pelo embate do orgasmo que acelera pelo seu corpo como um comboio de carga… que apita desaforido enquanto libera o seu vapor pelo simbólico intumescimento dos seus mamilos… avisando-o que os seus dedos podem repousar nos seus trilhos pelo tempo que desejar, mas corre o sério risco de ser esmagado, pois este comboio encontra-se desenfreado.

Talvez seja este desenlace que ele pretende desde o início… desde o momento em que transpôs a cancela…

terça-feira, 23 de julho de 2013

Concatenação


Escrevo-Te sobre Foder.
Um ato aparentemente banal, que se revela uma Arte apogética dos dias. Dois corpos contorcendo-se um contra o outro, contra uma parede, contra o solo, contra a gravidade, por um Momento de Epifania. Momento que saboreio comprazido, ao contemplar-Te a esvoaçar rumo ao Teu firmamento orgásmico.
Escrevo-Te sobre Amar.
Sobre devoção. Respirações tão sulcadas no pescoço que apenas poderiam ser equiparadas a grilhões dourados de pura adulação. Amor, que invade a nossa cama como o verdadeiro terceiro parceiro, entrando e saindo de ambos. Amor, como mechas carmesins, infinitesimais em tamanho mas colossais em robustez, na unificação dos corações. Amor, como rodopios da mente em fogos de artifício oriundos de um Nirvana que nos consagra como Um só.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Das urgências...


Porque as Férias são momentos para Viver a Poesia... aquela que não escrevo na face ebúrnea do papel, mas grafo na tela ebúrnea do Teu corpo...

quinta-feira, 18 de julho de 2013

O Lugar


Ele sentiu a presença dEla no seu sonho. Mãos em busca de algo tangível, algo bem mais substancial do que o frio injuntivo dos últimos dias. As costas da sua mão repousaram finalmente no arco de um pé. Sentiu dedos enrolados. Um tornozelo delicado encontrou a palma da sua mão. Torneou a curva acetinada desde os seus gémeos até à sua coxa. A pele, sedosa, esquentava à medida que ele se aproximava da sua fonte de calor.

Um som idêntico ao suspiro de um fantasma assomou do centro liquefeito em comoção, onde a sua mão havia pousado. Ali, onde as coxas flanqueavam o vale escondido, um rio ameno banhava os seus dedos. O seu pénis reagiu prontamente… empertigando-se… pronto a mergulhar. Dedos delicados, vigilantes, de unhas coradas, abraçaram-no. Escoltaram-no para a nascente do seu Mel. Onde mais poderia ele desaguar? Era nas profundezas dEla o seu Lugar.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

terça-feira, 16 de julho de 2013

desemBOCAr


Conta-me todos os Teus segredos.
Não os escondas entre as Tuas coxas, nem na vertiginosa convexidade do Teu rabo, nem nas veias do Teu pescoço. Pois quando abres a boca, formando um “O” perfeito, enxergo claramente como também ambicionas engolir todos os meus segredos. Quotidianamente, tentarei estimular-Te com tudo o que tenho… seja com vocabulário refinado ou com calão urdido pela boca de um marujo. Irei colher e polir a pérola de prazer que se encontra aquartelada no Teu mar de humidade desassossegada. Preencheremos os dias com fricções sincronizadas em maquinações. Desembocarei nos Teus lábios o estremecimento familiar que proclama a fúria do vulcão. Os Teus reflexos cingirão o meu latejar, clamando a minha erupção, sem esbanjar um único enigma jorrado. Quando abandonar a Tua boca irás senti-la oca… aturdida… inebriada. Irás recorrer às golfadas de ar para restituir a normalidade… mas o meu Beijo profundo será o Teu único oxigénio. Bebe os meus segredos. Sorve-os. Submerge-me em Ti.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Angraecum


Assim como ato as minhas orquídeas a uma estaca
Prepara-Te para estacar aqui
Comigo
Durante um bom bocado
Pois eu preciso de Te ver
Desabrochada.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Sabes-me a Paraíso



Relembro diariamente a primeira vez que Te fodi, que Te amei com a pele, que perpetramos Amor. Os meus lábios seguiam o trilho da Tua pulsação e enquanto as nossas ancas dançavam uma valsa proibitiva, rasgavas-me em pedaços com as Tuas unhas e com a Tua Alma. Gritando por mais. Mais rápido. Mais forte. Mais fundo. Escorrendo lágrimas místicas que purgavam vidas idas e batizavam um Novo Mundo. Os Teus orgasmos manavam ininterruptamente até clamares a minha erupção vulcânica… essa lava que ambicionavas libar até à derradeira gota para Te lavar o núcleo do Desejo.
 
Após a fúria de calor imersivo, aprendi rapidamente que necessitas que Te sare com a intimidade do meu toque. Dou-Te a provar do Teu próprio sabor mesclado com o meu. Tu retribuis com um beijo de lábios temperados por mim. Repouso então os dedos na linha do Teu rosto. Enterro a minha cabeça no Teu peito. O meu corpo agasalha o Teu como um cobertor de neve derretendo na Tua pele, entranhando-se nos Teus poros. És o Sol. O meu Sol. Pelo qual suspiro presencialmente todas as manhãs, ao longo do palco teatral da minha almofada.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

...


(…)

By tomorrow we'll be swimming with the fishes
Leave our troubles in the sand.
And when the sun comes up,
We'll be nothing but dust,
Just the outlines of our hands

By tomorrow we'll be lost amongst the leaves,
In a wind that chills the skeletons of trees,
And when the moon, it shines, I will leave two lines.
Find my love, then find me.

Don't bring tomorrow
'cause I already know
I'll lose you
Don't bring tomorrow
'cause I already know
I'll lose you
I'll lose you

By tomorrow I'll be left in the darkness,
Amongst your cold sheets.
And your shoes will be gone,
And your body warmth no longer beside me.

(…)


segunda-feira, 8 de julho de 2013

Turbo(Lento)



O dia poderia ser infernal. Poderias ter quebrado um salto. Chegar encharcada pela chuva. Ensopada pelo suor de filas de trânsito num dia de canícula, em que o ar condicionado avariou. Com a fronha de um mau dia de trabalho. Até com o cabelo frisado. Que eu iria receber-Te sempre com velas, Bach e um copo de vinho. Iria derreter-Te nos meus braços como açúcar caramelizado sob alta temperatura. Iria desorientar a Tua noção geográfica dentro do meu abraço. E depois irias encontrar os meus olhos… profundos… Teus… e aí, já dispensaríamos o vinho.
Rodopiaríamos como faúlhas de uma fogueira ao vento, fagulhando num ciclone de risos e toque. A minha mão encontraria o recesso do fundo das Tuas costas. Tomarias consciência de como estes dedos foram concebidos para as Tuas formas. A minha Valsa chamuscar-te-ia bem mais intensamente que o meu Tango. E o destino desses lábios ardentes seria inevitavelmente o sopro refrescante do meu beijo. Quando o corrupio nos estonteasse definitivamente em Luxúria, a Valsa continuaria na horizontal.

sábado, 6 de julho de 2013

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Ponto de Luz


Sinto-me em Casa...
Quando Te aninho no meu peito.
Quando me atiças rasando a elipse do Teu rabo na minha ereção.
Quando os Nossos braços representam os Nossos trajes.
Quando me sirvo do meu falo para tocar o Teu clítoris como um violino.
Quando os Nossos gritos representam o estuário dos Nossos suspiros.
Quando as Nossas línguas usam a Nossa pele como pergaminho, na redação da Nossa História de Amor.
Quando a Nossa roupa é como o muro de Berlim e o Nosso toque representa um movimento protestante para que desabe.
Quando os Nossos Beijos representam o autógrafo do Nosso Amor.
Quando o Nosso Abraço representa uma ligadura para tentar estancar a hemorragia da separação física.

terça-feira, 2 de julho de 2013

21:05



As palmadas e os arranhões são Poemas escritos a vermelho…
Salivo por Ti pelos meus dias. Como se o Teu clítoris e os Teus mamilos fossem diamantes que eu lograsse polir quotidianamente com a minha língua. Questiono-me sempre sobre aquilo que me poderá queimar mais… se o fogo da Nossa Luxúria ou a chama do Nosso Amor…
Desfolho-Te as peças de vestuário como se de pétalas de uma rosa se tratassem, polvilhando beijos desde o trilho que segue pelos Teus ombros até ao Teu pescoço, culminando na Tua nuca. Os meus dedos sitiam as Tuas mamas. O polegar atiça o Teu mamilo. Tenta congelar o tempo e respectivo metrônomo. Quando a minha unha lavra minuciosamente a inicial do meu nome nessa protuberância sensível, sinto a ânsia do Teu Corpo em elevar-se nas chamas de uma Fénix. Irei foder-Te sempre como se o Mundo estivesse a acabar… mas também me sentirás sempre a esgueirar furtivamente sobre Ti. Estes dedos descobriram os sulcos do Teu pórtico, pois eu movo-me com propósito... sempre! Tal como um Conquistador, busco o Ouro Líquido. Tal como um Arqueólogo, escavo com precisão… com respeito pelos Tesouros soterrados. Tal como um Chef, cozinho-Te em lume branco, exponenciando o Teu sabor distinto. Então, quando o ponto de ebulição assoma, faço-Te explodir num festim pirotécnico sobre as ondas do oceano mais revolto. Até deixares de sentir esse Corpo como Teu… até unificar a pulsação do meu falo com o batimento do Teu Coração. As Tuas ancas serão enlevadas, os Nossos Lábios serão fundidos e esses gritos orgásmicos serão tragados para os meus pulmões.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Pathos


As minhas palavras irão percorrer o Teu sangue como um vírus... Ficarás contaminada... terás arritmias... e a temperatura do Teu corpo irá subir exponencialmente...