sábado, 31 de agosto de 2013

Durante um par de semanas...


... apesar de ficar exaltado com marcas de bronzeado, estarei entretido a tentar provocar-Te escaldões onde o Sol não Te beija a pele… com palmadas! Serás despojada dos Teus tecidos minguados como se desembainhasse o mais precioso instrumento da sua mala. Até ficares disposta diante de mim, contida num silêncio místico perante uma audiência de ecos expectantes que sopram como uma brisa estival proveniente dos Teus pulmões. Sei perfeitamente quais as notas que deverei tocar. Qual a intensidade de cada um dos acordes. Qual a sensibilidade com que deverei dedilhar-Te para extrair graciosidade em cada nota. A Tua pele denuncia equilíbrio e espontaneidade, numa estrutura deveras familiar. Haverá contraste entre placidez e sordidez. O rufar do Teu batimento cardíaco prenunciará bombas de guerra. Atenta no tributo que Te presto no concerto que Te componho. Serei o Teu deus e o Teu demónio, manipulando as cordas que Te afinam e desafiam a detonar como uma Supernova. Irei arrancar o Sol de dentro de Ti.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Apoteosados


As ancas arremetiam contra os charcos da pele, salpicando-Nos com uma chuva salgada. Promovendo trilhos de lágrimas que escoavam pelas Tuas coxas, num voto cerimonial de que irias chorar mil e uma vezes por mim. As fibras musculares dos meus dedos fundiam-se com os fios do Teu cabelo deificado. O meu fôlego era o Teu fôlego. E quando os meus lábios se aproximaram dos Teus, os Nossos narizes apresentaram-se enquanto as Nossas línguas se preparavam para uma batalha que entrevias já haver perdido. Outorgaste os Teus segredos com uma simples pressão sobre a Tua pélvis. As Tuas unhas escreveram no meu peito a introdução da Nossa História de Amor. Sentia-me reverenciado pela Tua boca, enquanto saboreavas e Te inebriavas no fluxo sanguíneo que patroneava a minha investida na Tua garganta.
Felizmente, o egoísmo da Tua cona não iria abdicar do seu direito.
A Tua cona egoísta… que por vezes representa a extensão do Teu coração… e outras vezes representa a minha desculpa para a Eternidade.

Naquele momento… neste momento… representa ambos.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Amor Adentro


Dentro. Fora. Dentro. Fora. Dentro.
Metódico.
O meu tesão preenche a Tua boca para além da Tua capacidade. Esmaga as palavras na Tua língua e extirpa-as pelos Teus lábios, escorrendo-as numa chuva de saliva e lágrimas engasgadas. Sente-me alicerçado em Ti. Por muito que delicadamente tentes evitar, até os Teus dentes irão sentir a pulsação que Te enterro.
Devora o meu coração.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

exCITAÇÕES


(…)

Dancing on wire
Both ends are on fire

(…)

Don't cry
With my toes on the edge it's such a lovely view
Don’t cry
I never loved anything until I loved you
Inside
I'm over the edge. What can I do?
Shine
I happen to think that it's all like you.

(…)


terça-feira, 27 de agosto de 2013

SUBlimada


Há pessoas que defendem que esta posição revela submissão por parte do Homem.
Discordo!
Quando explorar os limites do seu desamparo, quando Ela perder o controlo de algo tão básico como a sua própria respiração, quando estremecer como uma folha outonal, quando não conseguir distinguir o seu suor do seu mel, quando falar numa linguagem que jamais estudou… não creio que se sinta assim tão dominadora.

Digo eu…

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

&


E beijei as Tuas mamas e lambi os Teus mamilos e aninhei no Teu seio durante uma hora. E fui inicialmente gentil, mas depressa constatei como reagias e como não estavas assim tão interessada em gentileza. E então, ávido pela assimilação do funcionamento de todas as Tuas engrenagens, delonguei-me durante duas semanas por todos os pontos e interstícios do Teu corpo, apreendendo-o, familiarizando-me minuciosamente com os respectivos sensores de detonação. E brinquei conTigo antes da primeira investida, antes de descerrar as Tuas pernas e foder-Te violentamente. E fodi-Te com uma impetuosidade excessiva, mas havia perdido o controlo sobre os meus freios. E puxei o Teu cabelo. E firmei o Teu pescoço, regendo o quinhão de oxigénio a que tinhas direito. E fodi a Tua boca até ficarmos tão ensandecidos que já nem conseguíamos ver direito. E velei o Teu corpo em saliva, suor e sémen, adormecendo-Te ainda sepultado em Ti com um suspiro: «Amo-Te»...

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

O Enigma do Magma


Desnuda, recosta-se lentamente. As suas mãos começam a deambular. O Sol, filtrado, beija-lhe a pele. O sangue troveja-lhe pelas veias. As unhas descrevem uma tangente pelos mamilos aprumados, exasperando o desejo que borbulha nas suas profundezas. As mãos descrevem um trilho que desemboca num morro capcioso. Os dedos submergem no rio de lava que escorre de tamanha paixão. Os olhos cerram-se, como se sentisse a ferroada do olhar intenso que o seu amante usa para escrutinar cada movimento. Os seus dedos, destros, prosseguem o mergulho em espiral naquela brecha aveludada. Uma erupção de gemidos jorra daqueles lábios delicados. Os olhos que a espiam são sentidos… queimam-lhe a pele… e apenas uma palavra é suficiente. O mundo desaba à sua volta. Carpidos de luxúria mesclam-se com espasmos irrefreáveis. A densa fragrância a sexo contagia o ambiente. Ofegante, leva os dedos aos seus lábios. Pincela-os. Observa como é observada. Munida com um sorriso travesso, enrosca a língua em lambidelas apelativas e suga o mel que cintila nos seus dedos.
A plateia com lotação de apenas um lugar ovaciona-a… de pé…

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Uma Questão de Devoção


Ciente das minhas paixões, questionas-me sobre as leituras que pretendo desfolhar hoje...
Devo confessar que estes dedos formigam pela redação de poesia epopeica... utilizando o Teu corpo como pergaminho...

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Cíclico


Permite-me…
Esfolhar-Te, camada a camada, folho a folho, desnudando-Te até ao núcleo. De lábios apartados e boca salivando por paladares requestados… numa fome que amotina o interior de um sonhador.
Assombra-me…
Suplico-Te que me opulentes com a Tua alma. Dá-me de beber pela Tua boca, aplacando esta sequidão louca. Mas quando findares a eternização desse momento, carbura o implacável tormento da ânsia por um renovado entrosamento.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

ComPenetrada


A maioria da população venera algo. Deus. Natureza. Música. Cinema. Comida. Bebida. Algo que lhes conceda fortaleza, amparo e pináculos emotivos. Pessoalmente, venero a franqueza de uma Mulher que admite venerar o órgão sexual masculino.

Será assim tão errado conceder tamanho poder ao Homem? Conferir tamanha necessidade em algo que se encontra completamente fora de controlo? Será assim tão errado ansiar pela sensação de uma boca cheia, de uma língua prensada à medida que algo desliza latejante pelas papilas gustativas saturadas, violando defesas até à sua garganta? Será assim tão errado amar o freio acionado para conter o comprimento da invasão?

Lamber. Moldar. Empossar. Esfregar. Engasgar. Tragar. Existe frenesim rítmico na forma uma Mulher sorve a saliva que escorre pela pele reverenciada…. Na forma como a sua mão, encharcada com cuspo e excitação, contorna em espiral as veias pulsantes da tesão, para cima e para baixo. Existirá algo mais belo do que o fio que conecta a glande aos lábios? Um fio que conecta a cabeça diretamente ao coração, quando o sexo é transcendental.

Venero a abnegação e a avidez. Como até as bochechas são utilizadas para decorar cada centímetro. Como regozijam pela sensação de soçobrar na soberania, quando lhe subjugam o cabelo para investirem mais profundamente. Como adoram ceder o fôlego às estocadas, convertendo-se literalmente possuídas. Como aceitam o desafio de todos os gemidos e suspiros. Aprimorando cada desempenho como se o apocalipse nos ameaçasse apartar logo de seguida.

Demonstrativa. Convicta. Sincera. Perseverante. Devota. Aperfeiçoa a Arte de escorrer emoção através dos lábios. Aperfeiçoa a Arte de sugar a energia com a boca. O Poder não se encontra exclusivamente no Homem. A Mulher partilha-o!

domingo, 18 de agosto de 2013

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Requinte


Seja nos dias em que ardes mais refulgente que o Sol ou nas noites em que colapsas no meu colo com o Teu corpo fragmentado em mil questões, serás a criação mais Perfeita que alguma vez circunscrevi. O Teu peso é refinado. Quando o pressionas contra mim, estampas promessas, comprimes o Teu espírito no meu coração. Submetes-me cada batimento cardíaco, cada chispa de eletricidade que emanas. Entrego-me inebriado a cada nuance do Teu perfume e desapareço na maviosidade da Tua pele e desses lábios… tão molhados e cevados quando Te beijo como se representasses água no deserto.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Imortal


A cidade tremeluzia abaixo de Nós. Os lampiões escalavam os prédios e alumiavam a Nossa pele suada como luzes numa árvore de Natal. Aquela cama era a Nossa nuvem no céu. Ainda sinto as Tuas mãos, a forma como embalavas a minha cabeça com olhos extravasando emoção. O tempo parava naquele momento, naquelas gloriosas horas onde a Nossa consciência batalhava com a espada da realidade. A Luxúria aliava-se ao Coração e a vitória era categoricamente afiançada. Suspiros abafavam vocábulos. Fazíamos Amor como arroubos de Eternidade, com uma devoção lânguida que fluía como um rio, com a minha corrente contra a Tua, até transbordares o Douro e o Tejo entre as Tuas coxas. O nó das Tuas pernas enleou o meu coração. Os vincos daqueles lençóis serão a letra da Nossa canção de Amor, escrita numa linguagem que só Tu e eu deciframos. Melodia que escutarei de forma perene, pois o Nosso refrão apoteótico lançou-nos na Imortalidade.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

O Beijo


Aquele beijo dissipou dúvidas.
Roupas seriam estraçalhadas
Coxas seriam expugnadas
Profanidades seriam uivadas
Na precisão integral dos termos
Em nome da eterna cruzada
Pelos tesouros devassos
De Almas açuladas.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

O Sabor do Saber


Fervia e borbulhava no seu interior…
Com o tormento da expectativa pelo seu toque.
Seria gentil, como refletia na sua sensibilidade?
Ou chisparia um olhar endemoninhado à medida que apertava o seu pescoço?
Iria saborear cada nuance de sabor do mel que gotejava do seu cerne?
Ou iria avassalar aquela cona, subjugando o fervor de cada estremecimento com prenúncios de aniquilação daquela cama?
Iria suplicar pela fusão de olhares enquanto Ela lambia despudoradamente cada centímetro da sua excitação?
Ou iria distender brutalmente a sua garganta até a engasgar nos seus limites?
Iria obliterá-la numa foda tempestuosa, usurpando todo e qualquer fôlego?
Ou iria atá-la em veneração, friccionando os seus punhos delicados bem acima da sua cabeça até dissolvê-la em êxtase?


Ela sabia…
Ela sabe(!) que nenhuma daquelas questões assumia qualquer relevo.
Bastava sentir-se dissecada pela pronunciação do seu nome nos seus lábios…
Então saberia…
Que ele detém todas as respostas.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Detonação Molecular


O verdadeiro colar de verdadeiras pérolas.
Cumes polvilhados com neve espessa numa graça gerada pelo aquecimento global.
Escrevo erotismo, grafo pornografia e lavro Amor. Existe desejo cinzelando os contornos das minhas feições. Insinuações ocultas no meu sorriso. Ânsias indomáveis até se apresentarem tangíveis.
Até me sentires a explodir na Tua carne. Disparando estrelas através das Tuas paredes… gerando supernovas no Teu firmamento feminino.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Aliança


Vem comigo e concede-me a Tua confiança.
Não tenho promessas, nem certezas. Apenas um caminho de ordem e equidade direcionado para uma tomada de consciência. No limiar do golfo desse destino, banhado pela serenidade de espírito, irás receber as minhas palavras de estímulo e encorajamento. Então irromperás pelos céus num salto guiado por rendição. Irei atacar, ordenar, queimar, açoitar… e serei a Tua luz quando tudo o resto deixar de cintilar. Finalmente robustecida para além da efemeridade do prazer, apreenderás como o rumo da Tua mente sempre foi a vontade dos meus Desejos, oferecendo-me o Teu corpo como instrumento para a minha loucura.

sábado, 3 de agosto de 2013

Sétimo Dia


Preciso de Ti nos meus dias.
Preciso de um Mundo no qual só Tu e eu existimos.
Preciso que inventemos um idioma só nosso.
Preciso de Ti nos meus Domingos. Engolidos pela cama até perto do momento em que o astro-rei atinge o seu zénite. Absortos em tertúlias, gargalhadas e toques… até decidirmos rebolar para fora do nosso leito, com laricas reboadas e olhos chispando faíscas perante o assalto da luz solar. Faremos chapéus com folhas do jornal. Perseguir-Te-ei em torno da mesa da cozinha, numa versão inocente e galhofada da nossa particular batalha de piratas. Saciaremos os apetites com frutos do bosque e enfartarei a minha alma com o Teu (sor)riso antioxidante… esse meu peculiar espanta-espíritos. No momento em que estacares em silêncio, libertando as Tuas mamas da prisão de algodão e desarmando-me da roupa interior que me confina, sussurrar-Te-ei preces mais devotas do que mil e uma beatas. E quando Te ajoelhares perante mim para louvores pagãos, agradecerei aos céus pela queda de um Anjo.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Estuário


Desejo-Te imersa em Poesia
Servindo-me de cada linha do Teu corpo
Como um verso
Que declamo
Que Amo
No qual afundo inexoravelmente.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Celsitude


Comprazia-se na forma como Ela arranhava e rilhava ao longo do tumulto.
Determinada a tentar manter a cabeça acima das vagas.
Ofegante, a sua respiração resumia-se a meras golfadas entrecortadas de ar.
Uma espiral irrefreável em direção ao abismo do esvaecimento.
Porém, a inevitabilidade do precipício não ecoava finitude.
Ressoava plenitude!