sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Anastasis


Ela tinha um método peculiar para sobrepujar as cercas e o arame farpado que dispunha como resguardo durante vinte e quatro horas. Ela havia encontrado a célula onde escondia o Monstro e acariciava a minha cabeça de forma ousada e destemida. Naquela primeira semana, nunca explorei os seus limites. Continha-me o suficiente para me apresentar sem os meus trovões mais ribombantes, de forma a não afugentá-la para debaixo das cobertas. O calor do seu corpo no meu colo era como um mapa meteorológico. Quente no seu peito, onde havia derramado a cera. Arrefecida nas suas mãos, onde os nós se haviam revelado demasiado apertados. Naquela primeira semana, nunca nos olhávamos depois do clímax. Imperava a cegueira, a surdez e a mudez. Limitava-me a gravitar as minhas mãos sobre Ela como se de nuvens se tratassem, emaranhando os meus dedos nos seus cabelos como se fossem teias de aranha. Ficávamos deitados durante minutos. Durante horas. Durante dias. Até sermos granito… mármore… uma efígie… um jacente. Os residentes imortais de Pompeia, carbonizados e sem rosto.

Então despertámos. E mergulhámos na realidade quotidiana. A nossa terra encontrava-se repleta de vielas. Estradas residenciais decalcadas entre a urbe, deliciosamente idílicas na sua solidão. Vedações forjadas a ferro, protegendo jardins e janelas amplas, que espiavam as suas vizinhas, germinadas a partir de um tecido gémeo, mas personalizadas com os torvelinhos dos seus moradores. Tudo parecia familiar, mas havia uma clara impressão forasteira. Era uma terra de todos… e uma terra de ninguém. Estendi-lhe a minha mão e orientei-A pelas minhas rotas. No final daquela primeira semana, o torpor havia cedido ao fulgor. As marcas na pele suplantavam a simbologia de mil tatuagens e o rubor da carne proclamava a mística chama que solda almas de forma indelével. 

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Pérgula


Um dia
Irei mostrar-Te
A sujidade sob as minhas unhas
E saberás,
Não apenas
As sepulturas que cavei
E as coisas que enterrei
Mas também
As ervas daninhas que arranquei
E o abrigo florido que Te cultivei.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Ben-wa


Preparar café pela manhã antes de voltar para a cama parecia batota, tendo em consideração que nem sou grande apreciador de cafeína. Era contraprodutivo. Todavia, aquele primeiro gole dissipou qualquer vontade remanescente de me voltar a deitar, enrolando-me nEla sob as cobertas. Ela ainda dormia, entre aquele caixilho imaculado de cabelo deliciosamente despenteado. A luz do Sol invadia o quarto com tropeções dignos de uma noiva embriagada.

«Vamos dar um passeio.»

Ela mexeu-se ligeiramente, pestanejou os olhos e afundou a cabeça nos lençóis. «Hmm?», foi a única onomatopeia que conseguiu articular como resposta. Perfeitamente expectável, diga-se em abono da verdade.

«Vamos passear. O dia está bonito e o parque fica a menos de um quilómetro.»

Ela agitou uma mão na minha direcção, tentando dispensar-me com um gesto aristocrático, contestando a minha ideia como algo absurdo. Contudo, não iria abrir mão da minha tenacidade.

«Vou tomar um banho rápido. Quando terminar, quero-Te fora da cama, envergando um dos Teus vestidos e com, pelo menos, meia caneca desse café bebida.», destilei as palavras no seu ouvido como se fossem sugestões hipnóticas, com a lentidão ritmada da dicção de um psicólogo.

Ainda se encontrava meia sonolenta quando iniciamos a digressão matinal. Felizmente, a cafeína estava a fazer um pequeno esforço para lhe conceder postura, expandindo paulatinamente o seu raio de atenção.

«Porque trazes uma sacola?»
«Prevenção. Não vá surgir algo digno de ser fotografado. Já agora, dormiste bem?»
«Oh… mais ou menos… não paravas de estender a tua perna contra a minha, roubando-me o sono!»
«Peço desculpa. Da próxima vez, prometo sonhar com mármore e líquens. Para ver se fico imóvel como uma pedra.»

A sua gargalhada ecoou pelas árvores de forma peculiar, salpicando e varrendo as folhas antes de fenecer de forma abrupta. Até que avistei as raízes mais volumosas de uma singular assembleia de árvores que prontamente lhe apontei.

«Vamos ali. Lembro-me que a vista naquele local é particularmente sublime.»

Ela franziu uma sobrancelha. Por um momento, julguei que iria retroceder nos meus intentos e solicitações inesperadas. Não seria propriamente problemático se o fizesse, mas iria despedaçar a ilusão de passeio alegre matinal antes dos meus reais desígnios entrarem em cena. Mas Ela sempre foi dotada de raciocínio atempado e a cafeína unida à brisa fresca que se fazia sentir já a haviam despertado completamente. Deambulou até às árvores, colocou-se no meio daquelas raízes espessas e rodopiou pavoneando-se num espetáculo privado. Colocou em forma de gozo sedutor o dedo indicador entre os dentes, fingindo inocência.

«Eu sabia que daqui se avistaria uma paisagem digna de registo.», o meu sorriso não poderia ser maior, «Mas será que…», olhei em volta, perscrutando as redondezas entre os troncos antes de A encarar novamente, «… não deverias espreitar melhor, para averiguar se não existe uma cenário ainda melhor?».

A minha voz baixou consideravelmente, mas ainda soava como o ribombar de um trovão longínquo. Como se as areias do leito de um rio se houvessem transformado em seixos. Ela pausou um bocado, depois voltou-se, deu um passo inclinando-se para a frente, agarrando duas bétulas mais estreitas e empinou o rabo na minha direção. A pose era digna de um programa televisivo inominável, mas ela imprimia-lhe a sua singular dose de melodrama. Algemei-A subtilmente. Não houve rumorejo, olhos espraiados ou lábio mordido. A sua vontade e predisposição, quanto muito, apenas me concederam um ligeiro ronronar.

«Ao menos, poderias fingir espanto, não achas?»

Vislumbrei-A a sorrir, a depositar os olhos divertidos no manto de folhas à sua frente e a arquear ainda mais sedutoramente aquela coluna.

Peguei na extremidade do seu vestido e puxei-o para cima, expondo as suas delicadas cuequinhas e aquele par de coxas deliciosas. O barulho da minha mão a desabar naquele rabo ecoou igualmente pelas árvores em redor, mas desta vez não morreu de forma inopinada. Houve uma segunda, depois uma terceira palmada estalando com a subtileza de um galho quebrado por uma passada, no meio de uma cena de fuga repleta de suspense.

«Se continuares assim…», vacilou enquanto cerrava os olhos e espremia o rosto afogueado contra a bétula fresca, «… as pessoas vão ouvir!». Gemia e arfava de excitação, mas decidi cessar a ténue sova, esfregando a minha mão no rubor daquelas nádegas, sentindo literalmente o calor a irradiar.

«Talvez o propósito seja justamente esse. Ou então, talvez o propósito seja o risco…», retirei a minha mão do brasão daquela pele de porcelana e Ela certamente escutou o tilintar no interior da minha sacola. «Mas tens razão… talvez seja melhor mudarmos para uma atividade menos audível.»

Os meus dedos estavam nEla, contra Ela, friccionando-A através da roupa interior bem molhada. Mantinha-os insistentes, propositadamente condescendentes na carícia. Sem tocar demasiado forte, nem demasiado rápido, nem demasiado deleitoso para a fazer esvaecer completamente no momento orgástico. Deixava-A apenas no portal da sensação de busca intoxicante do prazer e respetiva transcendência. Tão intoxicante, que quando um objeto redondo e frio a invadiu depois dele afastar as suas cuequinhas, tudo o que Ela conseguiu deixar escapar foi um «Foda-se!»… seguindo-se sem delongas uma nova bola, investida e alojada naquela cona que se aprestava a aninhá-las no seu interior. O meu rosto refletia o deleite daquela visão. Retirei-lhe as algemas e deixei-A dar um passo atrás.

«Bom, vamos regressar a casa? Que me dizes?», aticei com sorriso criminoso.
«O QUÊ?!», resmoneou… endireitando-se combalida pela sensação provocada pelas intrusas.
«Será divertido! Prometo que elas não Te distrairão.»

Tomei a sua mão e afastei-me um pouco dEla.

«Mostra-me que consegues caminhar com elas.»

Houve alguma preocupação na minha voz, mas passou-lhe despercebida. Deu uns passos atrás para se testar. Cada passo que Ela dava, conferia-lhe uma movimentação distinta. Contrariamente ao que havia prometido, elas seriam bastante distrativas.

«Perfeito… está na hora de revoluteares essas ancas. É menos de um quilómetro até casa.»

Todas as suas bochechas coraram.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

O Fulgor do Fervor


A forma como ele bateu à porta era uma pista bem sugestiva de como não existiria uma entrada em cena com pezinhos de lã. Ele iria transpor aquele umbral sem um «Olá», exceto daqueles que se enterram entre os lábios dEla, ou se encontram na estocada de um dedo entre as suas coxas. Algo perlongava a abertura da porta. Talvez a hesitação dEla se devesse a uma mistura de degustação do momento ou à ansiedade que atava o seu estômago num nó de marinheiro. O trinco estalou finalmente e a maçaneta rodou com determinação e respiração curta.

Ele entrou, não de rompante, mas prontamente. O seu movimento não foi apressado nem precipitado, mas gracioso, resoluto e pleno de vivacidade. As mãos tomaram conta dos seus punhos. Forçou-A a recuar até ao espelho comprido que tinha no hall de entrada. Nele, conseguia vislumbrar o seu reflexo… apenas um dos lados da sua face… e lembrou-se do Fantasma da Ópera. Riu, para consigo próprio. Beijou-A… torneou a sua cintura com a mão espalmada… alcançou a sua barriga lisa… desceu… e elevou-A no seu colo quando se apoderou da sua coxa. Transportou-A para o quarto, sempre com os lábios emparelhados numa comunicação indissolúvel e arremessou-A para a cama. O chocalhar da fivela do seu cinto alertou-A. Arregalou os olhos. Mordeu o lábio. E o sorriso dele alargou. Percorreu então a curta distância entre ambos e afundou os seus joelhos na cama, com o cinto apertado na sua mão.

«Pensava que me irias amarrar…», a voz dEla era mais branda que a dele, mas igualmente excitada.
«Julgava que a impaciência da libido definhava com a passagem do tempo pelas relações…», fustigou divertido a sua anca com o cinto. Sem força para a fazer sentir magoada. Apenas para lhe imprimir uma ferroada. A resposta foi um sorriso, enquanto se contorcia. Abriu então a boca dEla, encaixou o cinto entre os seus dentes e beijou a extremidade do seu nariz.

«Claro que Te vou amarrar. Mas primeiro, quero divertir-me um pouco mais, pois não terás muita liberdade depois de prender essas mãos…», beijou-A agora na testa, «… e bem sei como essas mãos conseguem ser bem divertidas…»

Ela sorriu e contorceu-se um pouco mais, antes de deitar mãos à obra, encontrando o comprimento da sua excitação e espremendo-o. O gemido que A varreu resultou na sua almejada recompensa, funcionando igualmente como lembrete de uma das características que ele mais apreciava nEla:

«Adoro a Tua rapidez de raciocínio!»

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Folhear


Havia uma vírgula,
Entre duas frases de um Poema.

Massajava a sua pele
Lambendo a ponta dos meus dedos
Como um leitor
Que se apresta a virar uma página.

Tudo o que Ela queria
Era encontrar um Lugar
Para distender os seus ossos
Para estirar os seus sorrisos
E retesar os seus cabelos.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

exCITAÇÕES


(…)

Take the makeup off your eyes
I've got to see you, hear your sacred sighs

(…)

You can cry; I won't go. You can scream; I won't go
Every man that you know would have run at the word go
Little boys with their porno, oh, I know they hurt you so
They don't know what we know. Never know what we know

And all your makeup, just take it all off
I've got to find you before the line is lost
I know I hurt you, I won't deny it
When I reach for you, you say, "I'm over it."
But I know

(…)

So love is real like a disease.
Come on tell me please,
I'm not over it
I'm not over it

(…)


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Génesis


Fiz uma pulseira
Com restos de corda e beijos molhados
Para adornar o Teu punho,
Mas medrou consideravelmente.

Então, fiz um colar
Com beijos pendurados
Por lábios quentes
Contra o Teu pescoço de porcelana.

No final do dia
Tornámo-nos fragmentos
Onde dois pés viraram quatro
Jornadeando
Para longe de tudo
Retornando à selva
Com histórias
De como o Primeiro Homem
E a Primeira Mulher
Edificaram um Mundo Novo
Alicerçado em palavras,
Na palma de uma mão
No veneno de uma serpente
E em dez mil dentadas.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Felídeo


O comportamento felino está associado ao sexo feminino. Porém, ele movimenta-se sorrateiramente… e quando Ela dá por ele, com os seus olhos furtivos sondando-A como uma presa… desvia o olhar… como se ele agitasse de certa forma a cauda para A distrair… hipnotizar… entreter… enquanto escuta a sua circulação sanguínea… sob as veias e artérias do seu pescoço.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Νίκη


O ritmo abrandou e abriu-se uma janela de tempo para respirar. Tu contorcias-te na cama, lânguida, como uma cobra tentando trocar a sua pele. Havia algo ao longo das Tuas linhas. A linha das Tuas sobrancelhas era como um aviso preguiçoso, repleta de carinho e deferência, com imperativos subconscientes que me alertavam para a responsabilidade que depositavas nas minhas mãos… literalmente. Era um olhar quase fofo… idêntico ao olhar que uma criança exibe ao seu pai quando coloca um geode de quartzo na mão do adulto, ou semelhante à preocupação aflitiva de um incipiente que confia o seu animal de estimação ao vizinho durante as suas férias. Contudo, eu não ambicionava uma pedra, nem um cachorro. E limitava-me a sorrir perante o absurdo das considerações, até me focar na quantificação de ondulações ou maremotos que Te pretendia causar, quando voltasse a mergulhar em Ti. As minhas mãos percorreram os Teus flancos e puxei-Te contra mim. O calor da Tua pele era tal que poderia acender um cigarro no dia mais ventoso do Inverno mais rigoroso.

«Prepara-Te para voar!»

A minha voz evidenciava confiança. Soava convincente. Todavia, parecia que me tentava convencer a mim e não a Ti. Os cantos da Tua boca voltearam e o fantasma de um sorriso flutuou pelos Teus lábios. Era demasiado belo. És demasiado Bela! Mergulhei em Ti, afundei a minha boca na Tua, antes que as minhas mãos descessem abaixo do Teu umbigo. Senti o Teu calor na palma da minha mão. O ritmo acelerou e latejavas ensandecida contra os meus dedos. Gemeste dentro da minha boca e apoderei-me dos Teus cabelos, invocando-os como o vento invoca um pássaro… até que ele abre as suas asas e se deixa levar pelos céus.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Mar...


... Adentro!

Sem Papas na Língua


Pela tertúlia do círculo de sábado à noite discorríamos sobre as peripécias de uma amiga do grupo, cuja beleza tem o condão magnético de atrair papalvos altaneiros que não sabem manipular a relíquia à sua disposição. O resultado é o âmago cada vez mais umbroso de uma individualidade outrora dotada de uma luz inspiradora. Há uma extensa horda de escumalha que se oculta atrás de fachadas. Uma corja que não se sacia quedando apenas com os da sua laia, camuflados atrás de modas materiais efémeras, atrás de ostentações ocas, atrás de palavras que não lhes pertencem, atrás de contos que não narram acontecimentos reais, atrás de pseudo-intelectualidade que não passa de busca wikipediana, atrás de festas de carne dissolvidas em recetáculos vazios que tentam irrigar com esperma uma insignificante amostra de alma.

Infelizmente, há sempre uma amizade incauta que tomba na ausência de genuinidade destas execráveis criaturas. Tudo assenta em perspetiva. A minúcia do sexo não se traduz na metanálise do tipo de experiências que desejamos ter ou da erotização do nosso papel enquanto Homem, Mulher, Dominador ou Submisso. Os detalhes poderão ser orientados, mas jamais serão domesticados. Porque as sensações não se ditam de forma generalizada. O que poderá representar uma dor insuportável para uns, poderá ser um formigueiro estimulante para outros. Em tempos, conheci uma rapariga que pouco conseguia enxergar sem óculos, logo o sexo era uma bruma aprazível para ela, onde tudo era exponenciado pelos restantes sentidos. Atuando sensorialmente num tanque de privação que redefinia o significado trivializado de foco. O sexo é um envolvimento congregado, mas define-nos de forma supra-pessoal. Umas privilegiam movimentos circulares, outras preferem movimentos retilíneos… ou apenas pressão, qualquer tipo de pressão. O truque jamais será encontrar um método para tratar todas da mesma maneira. Isso seria apenas o ócio universalizado de uma operática maquinal. Resta-me acreditar que essa amiga (e qualquer Ser provido de autenticidade) encontre alguém cuja língua saiba fazer algo mais do que sibilar feitiços embusteiros. Acreditar que esse alguém terá vontade e paciência para desvendar o segredo da fechadura que enclausura a radiância do próximo. Caso contrário, não passará de mais um cabrão que apenas se deseja masturbar dentro da sua vagina.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

A Cor


Quando me questiona sobre a minha definição de fogosidade, é a cor dos seus cabelos que seleciono como resposta. Quando se prepara para uma festa, é a cor do batom que ostenta nos seus lábios. Quando escolhe os seus saltos prediletos, é a cor da sola desses sapatos. Quando Chateaubriand se revela a escolha do nosso repasto, é a cor que pauta esse naco de carne. Quando degustamos o néctar dos deuses, é a cor que nos inebria os sentidos. Quando se excita, é a cor que a denuncia em várias partes do seu corpo. Quando fodemos, é a cor dos traços que almejo nas minhas costas. Quando coloca a palma da sua mão sobre o meu coração, é a cor que assoma na superfície quando as suas impressões digitais lavram uma frase sem Ponto Final. Quando se vem, é a cor da sua pulsação. Quando grita o meu nome, é a cor que matiza a atmosfera. Quando olho nos seus olhos pela última vez, é a cor definhada do meu sangue esvaído. Quando Ela me deixa, apesar dessa cor raiar os meus olhos, não é certamente a cor que testemunho.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

exCITAÇÕES


(…)

Cut my lip on a jewel-piece eye
Gonna lick and lick it dry
Spit up blood for another sweet bite
I’ll hold you down and I’ll hold you too tight.

Gonna heal on the sleeve of a heart
It’s the hand that makes its mark
See the memories around my neck
Spilling out of my chest saying
Got to be the love of my life
(…)
I’m haunted by a horny desire
Put a shadow on an inch of your thigh
(…)
Through the passages and through the streets
You whispered to me with a breath of heat
Let’s be strangers in the night
The rest was silence there was no reply
The rest was silence there was no reply
The rest was silence…
You got to be the love of my life

(…)