quarta-feira, 29 de outubro de 2014

(A)Garrada


As minhas mãos fizeram de Ti a sua casa. Há lugares… pequenas e distintas áreas de pele, que as minhas mãos buscam quando aporto uma palma em Ti. A fachada da Tua garganta, para que esse queixo se erga até me encarares. A zona occipital da Tua cabeça, para garantir que não Te afastas do meu beijo até decidir quando podes tomar fôlego. Os dois pontinhos afundados na curva do fundo das Tuas costas são definitivamente uma região de eleição, mas é quando pressiono o Teu abdómen, com quatro dedos e um estratégico polegar gerando crateras, que mais aprecio a vivacidade das minhas mãos. Trata-se do poder dessa posição… da Tua assunção sobre (e sob) a minha possessão. A nebulosidade dos termos dessa postura é irrelevante, assim como é vaga a Tua descrição sobre a dinâmica das vagas que sentes… mas o momento é deliciosamente translúcido.

Estas mãos representam o prólogo de todas as minhas ações (para) conTigo. Elas representam a vanguarda… as manipuladoras… e as trabalhadoras. Elas derrubam-Te… elas alicerçam-Te… elas elevam-Te. Algo ironicamente conveniente, uma vez que as mãos sempre foram o Teu maior fetiche. Portanto… jamais Te coíbas de percorrer essa língua e esses lábios pelos nós dos meus dedos… sugando-os até polires as minhas impressões digitais, depois Te reduzir a gemidos e convulsões… enrolando-os até me sentires a clicar e esfregar a Tua explosiva protuberância interna… tornando-Te literalmente íntima com (uma d)as pontas do meu desejo… por Ti.