sábado, 29 de novembro de 2014

(A)Fluente


Poderia vogar em cada curva
Sinuosa
Pescar em todas as suas margens
Ribeiras ou pontes
Contemplar como apreende
A Luz no seu leito
Mas jamais assimilaria o Rio
Até sentir o seu curso
A Sua corrente
Envolta na minha pele.

Para compreender uma Mulher
Não é preciso tocá-La
Mas estar disposto a ser tocado.
Estar disposto a soçobrar.

Porque é quase Natal...



... e eu Adoro Meias!

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Antropização da Poesia



Lembro-me
De noites em que ficava
Acordado
Contando as Tuas pestanas
Enquanto dormias.
Lembro-me
Dos ponteiros suspensos
De manhãs
Que não raiavam
Até receberem a Nossa permissão.
Lembro-me
Do dia em que a Poesia
Deixou de ser aquilo que escrevia
Mas aquilo que Sou…

Aquilo que Somos.

Porque é quase Natal...



... e eu Adoro Meias!

terça-feira, 18 de novembro de 2014

exCITAÇÕES


(…)

I know it hurts
You know, I'd quench that thirst
(I can treat you better than them)
You say you're lonely
I say you'll think about it
'Cause you're the only
One who resonates that chest
Mouth open like (High)

(…)

Feel your body closin', I can rip it open
Suck me up, I'm healin' for the shit you're dealin'
Smoke on your skin to get those pretty eyes rollin'
My thighs are apart for when you're ready to breathe in

(…)

I'd put you first
Just close your eyes and dream about it

(…)


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Vista do Céu


Vista do Céu
Uma Árvore
Permanece Bela
Mesmo quando se encontra
Completamente despida
De tudo.

Jamais definhes.
Ergue-Te bem Alto
E vislumbrarás
Como não há falta de modéstia
Quando me afirmo
Enquanto Teu…
Céu.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

ComPostura



Ela tinha de tentar hierarquizar o caos da ansiedade. Empunhar uma rede entomológica e correr à volta do estômago para tentar manter a postura sob controlo. Sentia que as suas meias mostravam demasiado… uma persiana que subia até aos seus joelhos. Sentia-as igualmente como uma armadura… preservando-a daquilo que era suposto executar. E ela teria de executá-lo sem mais delongas. Ela tinha de atender a porta, revelando-lhe quanto o desejava sem mais procrastinação sedutora. A campainha voltou a tocar e Ela dissolveu-se. Um charco no meio do quarto. Suspirou. A mão segurava a maçaneta antes de se aperceber que o fazia… e agradeceu ao cerebelo pelo auxílio inato. Se o seu corpo entrasse em modo de piloto automático, Ela agradeceria a janela de tempo para recobro do compasso da pulsação. Tomar a iniciativa, mesmo que por um breve instante, era algo forasteiro. Mas Ela desejava-o… e estava farta de esperar. Estava farta de namoriscar com o mecanismo arcaico de sedução assente no toca-e-foge. Estava farta do prólogo e almejava folhear as páginas do primeiro capítulo.

E ali estava ele… endireitado… firme… determinado… como se Ela não se aprestasse a colapsar num bilião de átomos a qualquer momento. Havia um ténue sorriso. Durante um instante, a indecisão pairou entre os dois… até que Ela se elevou na ponta dos seus pés, prensando os seus lábios nos dele. Os seus olhos relampejaram em surpresa com a ferocidade daqueles beijos.

«Quem és Tu?»

Conseguiu articular entre respirações… antes de ser imediatamente devolvido ao vórtice daqueles lábios, enquanto Ela o agarrava pelos colarinhos e o puxava para dentro do quarto. Passar o umbral resultou na deixa para ele retomar a compostura. Empurrou-a para trás. A inquietação chispou sob aquelas pestanas cuidadas… Ela tremia e temia haver precipitado a ordem natural das coisas com a impertinência da audácia. Mas ele mantinha o sorriso. E empurrou-A novamente. Desta vez, com maior pujança. Ela tropeçou em si própria… tombando indefesa na cama.

«Agora sei quem és!»
Murmurou ameaçadoramente… banhando-A na sua sombra.
E o Eixo do Mundo voltou a endireitar-se.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

A Equação da Minha Estação


É um frio elementar,
Novembro.
Não é uma frialdade de Janeiro
Nem uma punição ártica.
Mesmo assim,
És Tu
Quem resolve o estremecimento da solidão
E as noites sem o devido aconchego.
És Tu,
Quem agasalha as fórmulas…
As percentagens de nudez,
De cobertores,
De lareiras crepitantes,
De beijos e mordidas,
De tesão desafiador de sopros gélidos
E de orvalho madrugador entre as pernas.
Preciso de Ti,
Encarregue da Matemática…
Convertendo corpos em graus
E almas dissolventes em lenhas abrasadoras.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

exCITAÇÕES


(...)

You could be my favourite taste
To touch my tongue
I know someone who can serve me love
But it wouldn't fill me up
You could have my favourite face
And favourite name
I know someone who could play the part
But it wouldn't be the same
No it wouldn't be the same
No it wouldn't be the same
No it wouldn't be the same
With you

You could be my favourite place
I've ever been
I got lost in your willingness
To dream within the dream
You could be my favourite faded fantasy
I've hung my happiness upon what it all could be
And what it all could be
What it all what it all could be
What it all what it all could be
With you

(...)

You could hold the secrets that save
Me from myself
I could love you more than love could
All the way from hell
You could be my poison my cross
My razor blade
I could love you more than life
If I wasn't so afraid
Of what it all could be
What it all what it all could be
Of what it all what it all could be
With you

(...)