terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Deus Ex Machina



Aquilo que escrevo
Talvez não sejam poemas
Mas Ela certamente espera
Que a ame como um.
Ela espera que A veja
Como uma Sinfonia
Como uma Escultura
Como uma Pintura
Como Argila
Como Algo em que posso usar
As mãos.
Ela espera que A sinta
Como cada pôr-do-sol
Perdido
Quando olhava noutra direção.

Ela desconhece como representa
A minha Direção.
Ela jamais saberá
Como penso
Mas espera que pense
nEla.
Talvez tenha o pensamento enevoado
Pois as minhas mãos acumulam nuvens
Dentro dEla
Curvas avolumadas
Ventos convectivos ascendentes
Até tomar consciência
Que uma Tempestade
Está para vir.

10 comentários:

  1. Neste teu poema, encerras o desejo que toda a Ela tem. O de ser lida como um poema, e as mais ambiciosas, de serem lidas como a própria poesia:)))
    Gostei deste miomento para lá de tanto:)

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  2. Tornas o amar místico, mais do que sonhos e desejos, sendo isso mesmo.
    Brilhante!

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    1. Beijo Catarina!
      Muito me honras com o teu elogio e com a tua presença.
      Que esse 2015 seja mágico!

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  3. Ah, a ânsia da tempestade!

    Beijos, Eros, e um feliz 2015! :)

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    1. Beijo Maria e que esse 2015 deifique ainda mais os teus dias.

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  4. Belo poema... a foto é só DESLUMBRANTE. Tocante. Excitante!

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    1. Tocante... Creio ser a palavra exacta... ;)

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  5. Meu querido amigo,
    O que ela espera é que nunca a deixes de amar...
    Beijo poetico

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    1. Quem espera, sempre alcança!

      Beijo

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