sexta-feira, 13 de março de 2015

A Pele que Rasgo em Ti



Segurei-A pelos punhos e Ela seguiu pela única via que lhe fazia sentido para os sentidos. Arqueou as costas, alteou o rabo em soberba apresentação, arremessou os braços para trás e confiou-me os seus gemidos. Estava bem dentro dEla, deixando-A dolorosamente assoberbada. Ela podia sentir-me a estirá-La, experimentando o meu pulsar, ou melhor, experienciando como latejava de encontro ao meu pulsar. Era como se nos encontrássemos em rota de colisão e quando o nosso batimento cardíaco sincronizasse, explodiríamos numa espécie de supernova. A pressão adensava, mas não era exclusividade das suas entranhas. As minhas mãos puxavam os seus punhos simultaneamente para trás e para cima, elevando-A do conforto da cama. Ela podia sentir a tensão nos seus membros, quase implorando por libertação enquanto era empalada.

Gosto de A sentir elevada, forçada contra mim sem qualquer possibilidade de escape, exceto quando puxo momentaneamente atrás, para voltar logo a investir. Vazia. Plena. Dois conceitos diametralmente opostos, constantemente reintroduzidos nEla. Apertava-me quando lhe expunha o segundo conceito, espremendo a sua cona à minha volta, desassossegada para que não recolhesse, apesar de ciente que o movimento a aproximava inexoravelmente do clímax. Ela podia escutar os sons guturais que lhe fazia chover pelas costas abaixo e decidiu espreitar sobre o ombro, perscrutando o Homem cujas estocadas o enterravam numa imagem mais primitiva do que sofisticada… naquele momento, não era o autoritário eloquente por quem suspirava… não era o perspicaz e desesperadamente recreativo Homem por quem se havia enamorado… era apenas um Corpo, atropelando-A, firmando-A, fodendo-A.

E à medida que o desejo, emparelhado pela excitação e pelo incontornável «Fode-me!» lhe enevoavam a mente… deu por si igualmente nua, crua, desprovida de graciosidade, animalesca. Revoluteou as suas ancas, arremessou violentamente as nádegas contra mim e gemeu bem alto enquanto a preenchia, com algo mais do que apenas um caralho esculpido em pedra latejante.

2 comentários:

  1. E o que seria da vida, se não fosse temperada por prazeres que nos alimentam a alma de forma ímpar e nos deixam a carne em perfeito delírio.

    Tão bom assim!!!


    Beijo meu.

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