quarta-feira, 4 de março de 2015

Salácia



Na noite passada
Deixei que o Luar
Mordesse o Teu pescoço.
Hoje, sinto-Te na distância
Como a vastidão
De um Oceano
Cujas marés se regem
Por mim
Enquanto descrevo
Uma pequena órbita
Acima de Ti
Contemplando
O meu infindável desejo
Refletido no Teu abismo
Hesitante
Se Te hei de drenar
Ou afogar em Ti.

2 comentários:

  1. O teu desfecho aponta para uma só "morte", ou a dele ou a dela...
    Bom mesmo é que ambos se drenem um ao outro, ou se afoguem um no outro :)
    Muito bonito este poema, gostei de ver a lua morder.

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    1. Privilegio um egoísmo saudável em qualquer boa relação, algo que preserve a individualidade de cada um apesar da envolvência vigente.
      Todavia, a ideia romântica de uma Fusão de dois em Um é algo que me fascina. Sempre!

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