quarta-feira, 15 de abril de 2015

Nua, Dura e Crua



Há sempre sinais de aviso. Luzes faiscando como estrelas atrás das pálpebras. Aquele Teu olhar intermitente quando vou longe demais. A ameaça de um beco sem saída… a forma como assombra a linha do horizonte... a forma que assombra a linha do horizonte. Tu sabes. Eu sei. E sorrio na periferia. Porque o Medo Te enleva. Porque o conforto é a antítese dos nós… até daquele nó que sentes algures na barriga. O conforto gera a lamechice das borboletas na barriga… amacia-Te paulatinamente, distorcendo-Te o quotidiano através de fábulas surreais. Eu quero-Te aqui! Preciso que proves a Realidade… Nua, Dura e Crua! Não Te desejo confortável. Quero tensão. Quero drama. Quero conflito entre o Amor e o Temor… quero ver quem sai vencedor. Quero retirar a venda que Te cega do quotidiano. Quero ver a derrota espelhada no Teu olhar… a Aceitação… a Beleza. Só depois Te acomodarei, são e salva, no meu colo. Arrebatado pela onda de alívio que Te varre como uma purga… como uma espécie de miasma inebriante que Te deixa ofegante. Quero farejar a Vida que pulsa em Ti e embriagar-me pela catarse na qual Te vens… renascida.

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