sexta-feira, 28 de abril de 2017

Palavra da Salvação



Revivo aquele momento,
Sabias?
Aquela súbita mudança
No Teu Olhar… a forma
Como essas mãos
Deixaram de ser Seda
E passaram a ser Garra… a forma
Como me despojaste
De roupa… a forma
Como me arrastaste para a luz
E me olhaste.

Quem seria antes de me olhares
Dessa forma?
Fizeste-me sentir
Como uma palavra
A ser escrita…
Como se estivesse a ser formado…
Como se fosse uma ideia
Presa dentro da Tua boca…
E Tudo aquilo que desejei
Foi ser pronunciado…
Ter esses dentes e essa língua
E esses lábios…
Definindo-me.

Foodie… do


Sem Meias Medidas


quinta-feira, 27 de abril de 2017

Contacto, Com Tacto



Não Te irei desarmar com um sorriso. Fá-lo-ei com palavras. Esgueirar-me-ei na Tua mente com aliteração, desconcertar-Te-ei com metáfora e aconchegar-Te-ei com símile. A minha imagética irá rastejar em Ti como a Primavera, e apenas dessa forma conseguirei brotar dentro de Ti. Não Te surpreenderei com espontaneidade. Há uma dose de extravagância, mas o meu capricho é planear o imprevisto. Engendrá-lo, sem que Te apercebas do destino. Arquitecto resultados nos quais terás a possibilidade de ler os meus pensamentos. A minha mente é uma oficina, mas nunca aceno quando me vislumbras do lado de fora. Escondo algo do resto de Ti. Sou uma intravenosa, que almeja gotejar lentamente para dentro de Ti. Todo, dentro de Ti. Rastejo para dentro de Ti. Julgar-Te-ás em controlo, naquele instante, e ter-me-ás completo. Mas esse momento está atrás de Ti… sorrateiro… e apesar de escrito todo e qualquer intento nas paredes do cómodo, já foi camuflado com papel de parede por cima, num apartamento que ainda não tiveste possibilidade de alugar. Subtileza e Vendas… e o inesperado toque dos meus dedos no Teu braço.
O sobressalto, quando sentes o contacto.
O sorriso de lábio mastigado quando Te apercebes… que estou aqui.
ConTigo!

Everybody's Got a Thing


Wanderlust


sexta-feira, 21 de abril de 2017

Sacana sem Lei



As vogais do Teu nome
Um “O” sinuoso
E um “A” pecaminoso
Revolvem
Em torno da minha língua
Em noites de te(n)são
Nesta pele sem Lei.

E Tudo o que desejo
É debruçar-Te em mim
Deslizando a palma da minha mão
Como o nascer do Sol
Numa manhã estival…
Ateando esse orvalho matinal
E deixando-Te
Na certeza flamejante
Do Presente.

Everybody's Got a Thing


Foodie… do


quinta-feira, 20 de abril de 2017

Accipicchia



Inalo-Te
Deixo-Te corromper
Cada um dos meus poros
Com beijos de cinzeiro
Que deixarão para sempre
Queimadelas
Na minha pele sazonada.

A Tua toxicidade
Destrói-me
Mas eu quero…
Eu quero-Te
Pois não Te tragar
Será a razão
Da minha extinção.

Sem Meias Medidas


Wanderlust


quarta-feira, 19 de abril de 2017

A Ferroada da Saudade



Quero que me sintas
Em cada molécula
Do Teu Ser.
Quero essa Alma
Mais Selvagem
Mais Indomável.
Quero-Te ávida
Por Liberdade e Paixão.
Por Aventura.
Quando fechas os olhos
Não quero essa mente
A deambular.
Quero-A a correr
Desenfreada!
A voar… até mim.
Não Te desejo
Serenada
Com a minha Memória.
Quero-Te aferroada
Pelas chamas
Da Saudade!

Everybody's Got a Thing


Foodie… do


quinta-feira, 13 de abril de 2017

Qui Tollis Peccata Mundi



Tem os seus Mares
E Marés, em conluio com a Vida.
Tem os seus próprios continentes
Sol, Lua e Estrelas.
Esta Querença
Tem o seu próprio Deus
E respectiva Trindade
Para reverenciar
E desafiar:
Eu, Tu, Nós.

Este é um Mundo
Que nos foi concedido
Para explorar e descobrir
Lavrar, colher e consumir.
Seja qual for a nossa Residência
Residimos também Aqui.
Seja qual for a boca que beijamos
Beijamo-nos também Aqui.

Wanderlust



Vou Ali... e já venho...

Sem Meias Medidas


quarta-feira, 12 de abril de 2017

Brisa Solstícia de Fôlegos Entrecortados



Os sonhos apartam-nos
Da mesma forma que nos
Aproximam.
Sonhei com o Sol
Afundado
Na palma da minha mão
Mas a imagem que retive
Foi a curvatura do Teu rabo
Despontando no horizonte
Das costas da minha mão.
Hoje
O Sol espreitou
Entre as sombras das árvores
Da calçada
E senti um ardor
Na palma da minha mão.

Everybody's Got a Thing


Wanderlust


sexta-feira, 7 de abril de 2017

Fulminação Ardente



Volto a entrar em casa
Para pegar as chaves do carro
E vislumbro como Te aperaltas
Para o emprego, despida
Em frente ao espelho
Observando-me
Com esses olhos de Gomorra…
E cogito se não terá sido a Luxúria
A tirar a vida à esposa de Ló.
Ela não se transformou numa estátua de sal.
Ela escolheu ficar e a Luxúria
Escorreu pelo seu corpo, petrificando-a,
Tal como a mim.
Ela não pereceu
Pelo avistamento da vingança divina.
Ela escolheu
Tal como escolho, ficar!
E descobrir qual o sabor
Do fogo infernal na Tua pele.

Sem Meias Medidas


Wanderlust


terça-feira, 4 de abril de 2017