quarta-feira, 10 de maio de 2017

Acrisolada



Depois de Tudo
Choras
E gosto, disso…
Do cheiro denso
Inebriante
De lágrimas e paixão
Mescladas sem jeito
Nessa face escarlate
E cálida, que pousa
No meu peito…
Com os sons maviosos
De uma purgação a preceito.
Nesse instante
É Tudo tão real, tão presente,
Rastejando em mim…
Como um animal selvagem
Que se enterra
Nas margens pantanosas
Do meu coração.

Sem comentários:

Enviar um comentário