terça-feira, 30 de maio de 2017

No Colo da Memória



Adoro a história do antigo Egipto e daquilo que sobra em monumentos majestosos, mas não passam de ruínas a deuses e faraós há muito perecidos. Em miúdo adorava histórias sobre dinossauros, mas não palmilham a terra há vários milhões de anos… até as suas ossadas se transformaram em pedra antes do primeiro Homem calcorrear o planeta com uma postura erecta. Adoro estrelas que brilhavam para nada nem ninguém antes da Terra ter sido formada… todas aquelas estrelas, agora, não passam de uma chuva de luz que tomba de lado nenhum, e ainda assim… capturam o meu fascínio durante a noite.
E vives preocupada sobre a possibilidade de Te esquecer? O que Te leva a pensar isso?
Estarás a descer calçadas nos meus sonhos, quando estiver demasiado velho para subir escadas, Meu Amor. As memórias de uma infância luzidia tornar-se-ão cinza espalhada aos quatro ventos, bem antes de me esquecer de um único cabelo Teu. Não interessa onde estejas. Não interessa com quem estejas… tens um lar, para sempre, enrolada aqui, no meu colo. Tudo e todos aqueles que tocar, saberão que deixaste um trilho de pegadas na minha pele, no meu coração e na minha alma.

4 comentários:

  1. ...aninhando[me] entre doces memórias.
    Beijo desassossegado ;)

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    1. A Memória é uma traquina irrequieta... felizmente, também gosta de colo... :)

      Beijo em ti, G.!

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  2. Quem não gosta de colo, Eros?!

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