sexta-feira, 12 de maio de 2017

Panspermia



Não caias leve
Levemente
Nos meus braços
Como quem clama por mim.
Desaba vertiginosamente
Dos céus
Bramindo com raiva
Paixão
Trauma
Fulgor
Com a vingança de todos os fantasmas que essa alma carrega
Desde a primeira promessa colegial quebrada
Ele, que jamais reencontrarás
Mas situá-lo-ei para Ti
Pois vive em mim
Arrependido
Pelo momento em que Te renegou.
Não tombes gentilmente em mim
Esbarra contra mim
Colide com a força de mil meteoritos
Trespassa-me
Destrói-me
Até nada mais sobrar
Além dos estilhaços da memória de me sentir amado
Enquanto firmava morada
Em Ti.

4 comentários:

  1. [...este teu inicio fez[me] lembrar o poema de Augusto Gil.]

    Firmamento do desejo que não se quer calmo...

    Beijoca

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. O início é evidentemente inspirado nesse poema ao qual aludes :)

      Beijo.

      Eliminar
  2. Eu sou mais de cair verticalmente no vicio.

    ResponderEliminar