quinta-feira, 8 de junho de 2017

Candeeiro dos Cárpatos



Ela tem o coração semelhante a um ramo de flores selvagens
Na mão de uma Menina…
É atabalhoado, mas bem intencionado…
Arrastará terra pela minha sala de estar imaculada
E acabará em pedaços na minha mesa de jantar.
Estou a dizer-vos!…
Esta Rapariga está tão sazonada
Como o vento de uma noite de Julho…
Consigo farejá-la a chegar…
Deixar-me-á suado e colado aos lençóis.
Fechem os olhos e imaginem cubos de gelo
E flores campânulas esmiuçadas.
Os dias ainda não estão frequentemente quentes
Mas quando Te penso
Sinto um gosto agridoce na língua
E mal posso esperar
Por esses joelhos
A manchar de verde a minha relva.

10 comentários:

  1. Eros, gosto especialmente desta foto. Por um detalhe.
    Beijo

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Só um? Eu vejo tantos... ;)
      Se bem que a marca de bronzeado eclipsa a minha atenção dos demais...

      Beijo

      Eliminar
  2. Uma cordilheira iluminada de sensações!

    Mimos ;)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Diria, um canteiro... se bem que a imagem de uma cordilheira desperta sensações mais grandiosas... :)

      Eliminar
  3. ...antecipação de um Festim...gosto!

    Beijo salpicado num sorriso

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Justamente... um Festim Estival... :)

      Beijo

      Eliminar
  4. E o poema que se liga tão bem com a imagem... primaveril!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Primaveril, no limiar Estival...

      Eliminar
  5. Sabes que os ramos de flores selvagens morrem, porque as jarras não os seguram à vida, os corações selvagens talvez tenham um pouco disso, talvez tenham de ser cuidados no próprio território... a tua sala vai certamente ficar um pandemónio, vê lá isso ;))

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. A desarrumação dá mais valor à nobreza da organização. Mas sabes que mais? Se não existir irreverência na sala da minha existência prefiro estar debaixo da terra que nutre essas flores selvagens... ;)

      Eliminar