quarta-feira, 28 de junho de 2017

Dou-Te a Minha Palavra



Depois de Tudo e do Todo
Ela perguntou-me
Se me recordava daquilo que lhe proferia
Durante a fogosidade carnal
Ou se as minhas palavras
Apenas endureciam como o meu corpo
Fora de controlo.

Afaguei os seus cabelos
Com os meus dedos, e
Arranhei suavemente as suas costas.
«Lembro-me de Tudo!
Daquilo que Te digo
Da cada alternância na Tua respiração
De como Te esfregas contra mim…
Lembro-me de Tudo…
Como um Todo!»

Lembrei-lhe ainda
Quando lhe confessei
Como sentia a sua fragrância
Pelo meu dia de trabalho
Como se estivesse debruçada
Na minha secretária…
(Re)Lembrando-lhe,
Como registo a forma
Como escurecem os seus olhos
Enquanto jorro cada palavra.

10 comentários:

  1. Sorrio sempre perante diálogos que ocorrem depois de tudo e do todo, por causa de também pensar na possibilidade de quem os enceta necessitar da confirmação de algo ou de dirimir inseguranças.
    Eros, gostei muito das tuas palavras.
    Beijo

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  2. ...vulnerabilidade do momento.
    Beijo de bom dia em Ti

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    1. Palpável... visível... indelével!

      Beijo

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  3. Inseguranças momentâneas :)
    É sempre bom voltar aqui...

    beijos

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    1. É sempre bom ver-te por aqui :)

      Beijos

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  4. (re)Lembrar que as palavras são ternas carícias e ardentes toques e garantir que se tornam perenes e não caducas, é deixar (a sua) marca no(a) outro(a).
    Bom dia de trabalho!

    E mimos ternos!

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    1. É a chamada Palavra da Salvação :)

      Bom dia, Esmeralda!
      Beijo

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  5. Por vezes, uma boa memória é mesmo uma dádiva que nos permite reviver bons momentos.

    Beijos, Eros.

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    1. Um brinde Helena, à memória!

      Beijos

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