terça-feira, 4 de julho de 2017

A Morada Púrpura



Era-lhe difícil… falar dela própria. Nunca soube porquê. Mas um dia, deitados, desnudos, no escuro, ainda alagados em Amor, disse-me que o seu pai lhe costumava chamar “Amora”… “a minha pequena Amora”. Era uma alcunha que usou com ela até morrer… e ela nunca se lembrou de lhe perguntar porquê. Ela apenas… o aceitou.

Colhi-a nos meus braços… sorvi o seu beijo… e senti o meu rosto e as minhas mãos purpurearem com a noite que habitava nela.

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